O Presidente da República recordou este sábado o médico Antero da Palma-Carlos, que morreu na quinta-feira aos 86 anos, como “uma referência da medicina” portuguesa e “admirável exemplo de uma vida dedicada ao serviço da comunidade”.

Antero da Palma-Carlos é um “exemplo maior de médico humanista, especialista de renome mundial no campo da Imunoalergologia” que deixa uma “vasta obra científica e, acima de tudo, uma marca indelével em milhares de discípulos da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa”, lê-se na mensagem de Marcelo Rebelo de Sousa publicada no site da Presidência da República.

O Presidente sublinhou ainda que o médico “cultivou as artes e a música, com destaque para a ópera, sobre a qual escreveu textos luminosos, que deslumbram pela densidade do saber, pela clareza da escrita e pelo seu profundo sentido humano”.

O médico e fundador do Centro de Diagnóstico e Tratamento em Alergologia, Imunologia Clínica e Medicina Interna, Antero da Palma-Carlos, morreu na quinta-feira, em Lisboa.

O “pai da imunoalergologia” em Portugal nasceu a 21 de março de 1933 e era filho de Adelino da Palma-Carlos, professor de Direito e primeiro-ministro do I Governo Provisório de Portugal, e de Elina Guimarães, jurista, escritora e ativista dos direitos das mulheres.