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Matos Fernandes diz que ainda não há substituto para secretário de Estado que nomeou primo: “Novidades só para a semana”

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O Ministro do Ambiente anunciou esta sexta-feira que ainda não tem substituto para o secretário de Estado demissionário na sequência do caso 'familygate'. "Novidades só na próxima semana", promete.

RUI MINDERICO/LUSA

A primeira reação do ministro do Ambiente à demissão do secretário de Estado do Ambiente chegou esta sexta-feira e pouco acrescentou ao debate em torno das nomeações de familiares no seio do Governo. À saída do lançamento do concurso da expansão do metro do Porto, João Matos Fernandes falou aos jornalistas e tentou esquivar-se da polémica: “Ainda não tenho substituto. Para a semana haverá novidades. Para já, o secretário de Estado manter-se-á em funções até à tomada de posse”, disse apenas.

Matos Fernandes voltou a frisar que “não tinha conhecimento nenhum” sobre a relação familiar entre o secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, e o primo Armindo dos Santos Alves, que tinha sido nomeado adjunto do seu gabinete em setembro de 2016. O caso foi revelado pelo Observador na quarta-feira e deu origem à demissão dos dois envolvidos. Apesar de o Ministério do Ambiente ter registado duas baixas na sequência deste caso, João Matos Fernandes recusou responder à pergunta sobre se o seu ministério era o que saía mais manchado da polémica ‘familygate’. “Não vou responder“, vaticinou.

João Matos Fernandes está ainda envolvido na complexa teia de relações familiares no Governo por ter trabalhado com a sua ex-mulher no mesmo Ministério. Em dezembro de 2015, Ana Isabel Marrana foi nomeada chefe do Gabinete de Célia Ramos, Secretária de Estado do Ordenamento do Território, que pertence ao Ministério do Ambiente. À época, era casada com o ministro. Deixou o cargo na mesma altura em que estava a divorciar-se de Matos Fernandes.

Atualmente, trabalha na Agência Portuguesa do Ambiente (na ARH Norte), também sob tutela do Ministro do Ambiente. Sobre este tema, Matos Fernandes também não quis alongar-se em muitas considerações. Mas deixou uma ressalva: “Quem diz que o cargo [que atualmente desempenha] é uma nomeação está a dizer uma inverdade: foi requisitada para outro serviço. Não implicou escolha nenhuma”, assegurou.

“A Ana Isabel [Marrana] foi chefe de gabinete de uma pessoa com quem trabalhou durante dez anos antes de ser nomeada chefe de gabinete da Secretária de Estado”, explicou ainda, descartando a hipótese de Ana Isabel Marrana ter sido beneficiada por, na altura em que o atual Governo entrou em funções, ser casada com o ministro do Ambiente.

[Veja aqui o mapa das relações familiares no Governo:] 

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