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Síria

Enviado da ONU para a Síria encontra-se com ministro de Assad

Geir Pedersen reuniu-se com o chefe da diplomacia síria para discutir futuro do país. Composição de comité constitucional com membros do regime, da oposição e das Nações Unidas foi o tema.

Geir Pedersen é enviado especial da ONU para a Síria desde janeiro de 2019

YOUSSEF BADAWI/EPA

O enviado das Nações Unidas para a Síria encontrou-se este domingo, em Damasco, com o ministro dos Negócios Estrangeiros sítio para discutir a criação de um comité constitucional para relançar o processo político no país, noticiou a Sana.

Segundo a agência oficial síria Sana, Geir Pedersen e Walid Mouallem “mantiveram consultas ligadas ao processo político no país, nomeadamente o comité constitucional”, e os “esforços contínuos para fazer progredir” este processo. “Tivemos conversas muito detalhadas e substanciais (…), é possível dizer que abordamos todas as questões”, sublinhou Pedersen.

Esta é a terceira visita à capital síria do diplomata da ONU, que desde a sua entrada em funções, em janeiro, manteve igualmente vários encontros com membros da oposição síria e se multiplicou em contactos com as potências estrangeiras implicadas no conflito.

Em finais de fevereiro, o enviado da ONU indicou que esperava conseguir reunir “o mais breve possível” o comité constitucional.

Segundo o plano, o comité deverá incluir 150 membros: 50 escolhidos pelo Governo, 50 pela oposição e 50 pelas Nações Unidas, que pretende envolver na reflexão especialistas e representantes da sociedade civil. Até ao momento não foi conseguido acordo sobre a composição desta terceira lista, que suscita divergências entre Damasco e a ONU.

Geir Pedersen é o quarto mediador das Nações Unidas para a Síria desde o início da guerra civil em março de 2011. Os seus antecessores não conseguiram resolver o conflito, que causou já mais de 370 mil mortos e milhões de refugiados e deslocados.

As negociações sobre a égide das Nações Unidas entre o regime de Bashar al-Assad e a oposição têm sido ofuscadas desde janeiro de 2017 por um processo paralelo de iniciativa da Rússia e do Irão, aliados de Damasco, em coordenação com a Turquia, que apoia alguns dos grupos rebeldes.

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