O Conselho das Finanças Públicas (CFP) considera adequadas as previsões macroeconómicas para o ano corrente e 2020 que são a base do programa de estabilidade apresentado esta segunda-feira por Mário Centeno. Mas, daí para a frente — ou seja, para 2021, 2022 e 20223 — as previsões não são as mais “prudentes”, defende a instituição agora liderada por Nazaré Costa Cabral.

Em comentário sobre as previsões orçamentais do programa, o CFP diz que “endossa as previsões para 2019-2020” porque, “tendo em conta a informação mais atual disponível para a conjuntura nacional e internacional, as previsões para este período encontram-se enquadradas dentro do limite de previsões prováveis, ainda que contemplem riscos descendentes acrescidos para o crescimento da economia, que são de natureza sobretudo externa”.

Contudo, quando falamos nos três anos seguintes, o cenário muda. “Dada a divergência significativa face às demais previsões e projeções consideradas, tanto no que diz respeito ao crescimento do produto como em relação à sua trajetória de aceleração. No entendimento do CFP, com base na informação disponível, tais previsões não se traduzem no cenário macroeconómico mais provável nem num cenário mais prudente”, refere o CFP.

Por esta razão, o organismo apenas se revê nas previsões do ano atual e próximo e “não endossa as previsões para 2021-2023.