Pelo menos 264 pessoas morreram e 1.266 ficaram feridas desde o início da ofensiva do Exército Nacional Líbio do marechal Khalifa Haftar para conquistar Tripoli, capital líbia, anunciou esta terça-feira a Organização Mundial de Saúde (OMS).

O anterior balanço da OMS apontava para pelo menos 205 mortos e 913 feridos desde 04 de abril.

A OMS repetiu num ‘tweet’ o seu apelo por uma “cessação temporária das hostilidades” entre os dois campos, exortando-os a “respeitar o direito internacional humanitário”.

Os combates provocaram 35.000 deslocados e “o movimento continua a um ritmo crescente a cada dia”, alertou Maria do Valle Ribeiro, representante adjunta da ONU na Líbia, na segunda-feira.

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“Estamos preocupados com as pessoas que ainda se encontram nas zonas de combate, que gostariam de sair, mas não conseguiram, assim como pelos feridos, que os serviços de emergência não conseguiram alcançar”, acrescentou.

A comunidade internacional continua dividida sobre a ofensiva e um projeto de resolução do Reino Unido no Conselho de Segurança, pedindo um cessar-fogo e acesso humanitário às zonas de combate, não obteve a unanimidade, de acordo com diplomatas das Nações Unidas.

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A Rússia, que bloqueou um projeto de declaração do Conselho pedindo ao ENL para suspender a ofensiva, continua a levantar objeções às referências criticando Haftar, disse um diplomata.

A Líbia tem sido vítima do caos e da guerra civil, desde que, em 2011, a comunidade internacional contribuiu militarmente para a vitória dos distintos grupos rebeldes sobre a ditadura de Muammar Khadafi (entre 1969 e 2011).

Os combates opõem as forças do Governo de Acordo Nacional, reconhecido pela comunidade internacional, ao Exército Nacional Líbio proclamado pelo marechal Haftar, homem forte do leste líbio que quer ocupar a capital do país.

Haftar ordenou, em 04 de abril, a conquista de Tripoli, onde se encontrava na altura o secretário-geral da ONU, António Guterres, no âmbito de uma visita ao país.