María Sevilla, a assessora do Podemos detida em abril por sequestrar o filho de 11 anos, é agora acusada de usar a associação de proteção de menores a que preside, a Infancia Libre, para ajudar outra mulher espanhola a raptar a filha de 10 anos. O El País indica que a polícia espanhola libertou este domingo a rapariga, detendo de seguida a mãe, Patricia González.

González terá retirado a filha ao ex-marido, que mantinha a custódia da criança, em outubro de 2017.  Patricia González terá mantido a criança fora da escola, tendo escondida a jovem numa pequena casa em Sierra Norte de Madrid. Para o fazer, terá pedido o apoio de María Sevilla — que a polícia acredita ter sido cúmplice no sequestro.

De seguida, as mulheres terão utilizado a InfanciaLibre — associação liderada por María Sevilla — para acusar os pais de ambas as crianças de abusar sexualmente dos filhos. Segundo a mesma publicação, terão argumentado que estavam a proteger as crianças ao afastá-las dos ex-maridos. A polícia considera que as denúncias são completamente falsas.

Em abril a polícia libertou o filho de María Sevilla, que estava também fora da escola e preso numa quinta em Villar de Cañas. A criança, escondida do pai desde março de 2017, viveria “como um animal”, segundo o relato das autoridades, podendo sair de casa apenas durante algumas horas por dia.

A Infancia Libre é uma associação de proteção de menores, vítimas de abusos sexuais ou de maus-tratos familiares. A sua presidente, María Sevilla, terá tido um primeiro contacto com o Podemos através de um convite para ser ouvida na Comissão de Direitos Humanos da Infância e da Adolescência do Congresso. Em 2017, participou numa ação de sensibilização junto do governo espanhol juntamente com deputadas e senadoras do partido de Pablo Iglesias. Após este evento, María Sevilla terá sido contratada para assessora do Podemos.

O grupo parlamentar do Podemos, no entanto, nega qualquer ligação à presidente da Infancia Libre.