Venezuela

Caracas e pelo menos 11 dos 24 estados da Venezuela estão sem gasolina

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A falta de gasolina intensificou-se nos estados de Anzoátegui, Arágua, Barinas, Bolívar, Carabobo, Cojedes, Lara, Mérida, Táchira, Trujill e Zúlia.

Paulo Cunha/LUSA

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  • Agência Lusa
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A capital da Venezuela e pelo menos 11 estados estão sem gasolina, uma situação que piorou nos últimos dias e que a população teme que venha a agudizar-se no país, devido a problemas com as refinarias. Segundo a imprensa local, a falta de gasolina, que nas últimas horas se tem feito sentir também na capital, intensificou-se nos estados de Anzoátegui, Arágua, Barinas, Bolívar, Carabobo, Cojedes, Lara, Mérida, Táchira, Trujillo e Zúlia.

Trata-se de uma situação que tem sido denunciada pela população através das redes sociais, dando conta que nalgumas regiões os venezuelanos têm de fazer fila por mais de 15 horas para abastecer as viaturas nas poucas estações de serviço que ainda têm combustível.

Alguns vídeos divulgados através da rede social Twitter dão conta das dificuldades dos venezuelanos no abastecimento e de protestos em vários estados do país, entre eles Táchira e Lara, este último onde centenas de motociclistas numa estação de serviços diziam entre cânticos “Este Governo vai cair”. Em Táchira (sudoeste do país) vários civis opuseram-se ao abastecimento de uma viatura militar, que tendo o número 300 na fila de espera, avançou pelo menos 50 viaturas, e que acabou por abandonar o local sem se abastecer.

Neste mesmo estado, na cidade de San Cristóbal, o o locutor Williams Amaya, teve que transmitir o programa “É notícia Venezuela” desde a sua viatura e à chuva, para a rádio Éxtasis 97.7 FM, numa fila, para se abastecer de gasolina. Por outro lado, um homem tentou, sem sucesso, que funcionários da Guarda Nacional Bolivariana (GNB, polícia militar) deixassem encher o tanque de uma viatura que seria usada para um funeral.

Em Zúlia (oeste do país), mesmo entre apagões elétricos que duram desde há dois meses e as altas temperaturas da região, amigos e familiares se alternam-se para continuarem nas filas e abastecerem-se. Em Arágua (oeste de Caracas), alguns motoristas tiveram que empuxar os carros até às suas residências, e em Bolívar (sudeste do país) houve denúncias de pessoas que cobraram dólares para arranjar um lugar nas filas.

Por outro lado, segundo fontes não oficiais, em Anzoátegui (leste), das 37 bombas que existem, apenas sete estão a funcionar e três acabaram mesmo por encerrar definitivamente. Em Mérida (oeste), a população de El Vigia bloqueou a via que vai dar à Panamericana para obrigar as viaturas-tanque que passam para outros estados, a abastecerem com combustível as estações de serviço locais.

Nalgumas regiões registaram-se agressões nas filas de espera.

Em Caracas, que até agora não apresentava significativos problemas de abastecimento, desde sexta-feira que são visíveis longas filas junto de algumas bombas, enquanto fontes dos sindicatos ligados ao setor petrolífero advertem que a situação se agravará proximamente em todo o país, devido a problemas com a refinarias.

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