Londres

Theresa May pode demitir-se esta sexta-feira

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Depois da rebelião no interior do governo, a saída da primeira-ministra está cada vez mais iminente. Nesta sexta-feira de manhã May reúne-se com Graham Brady e faz declaração depois.

NEIL HALL/EPA

A pressão tornou-se insuportável, segundo o britânico The Times, que cita fontes dos conservadores próximas de Theresa May, após mais uma demissão no executivo de Londres. A primeira-ministra britânica deverá abandonar o número 10 de Downing Street já esta sexta-feira.

Os aliados de Theresa May estão convictos de que a primeira-ministra vai anunciar a saída após um encontro com Graham Brady, líder do grupo parlamentar do Partido Conservador no parlamento britânico (em inglês, 1922 Committee) na manhã desta sexta-feira. O jornal afirma que Theresa May foi encurralada depois de alguns ministros se terem juntado à revolta do Partido Conservador.

O Times diz que a contestação a Theresa May não é feita apenas por defensores de uma saída do Reino Unido da União Europeia, tornando muito frágil a posição da primeira-ministra britânica.

Esta quarta-feira, Andrea Leadsom – apoiante do Brexit, muito crítica de mais compromissos com Bruxelas -, demitiu-se de líder da Câmara dos Comuns, para não ter de estabelecer um calendário legislativo com que não concordava. Theresa May disse que apresentaria uma nova proposta de saída da União Europeia, mas, na carta de demissão, Leadsom escreveu que “mais um voto sobre o Brexit criaria perigosas divisões” e que o Reino Unido deixaria de ser totalmente soberano com o acordo proposto.

Leadsom considerou ainda que o governo “atingiu um esgotamento” – que contribuiu para a falta de escrutínio de leis e propostas relacionadas com o Brexit e falta de aprovação adequada dos deputados – e terminou a carta apelando a May para que tome as “decisões certas para o interesse do país, do governo e do partido conservador”.

Leadsom tinha sido candidata à liderança dos Tories mas afastou-se da corrida, abrindo caminho a May como líder do executivo. A demissão da líder da Câmara dos Comuns é a 36.ª de um responsável sob a liderança de Theresa May – 21 dos quais por causa do Brexit – e surgiu um dia antes de o Reino Unido votar nas eleições europeias.

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