Eleições Europeias

Eleições Europeias. Distância às mesas de voto impede portugueses de votar na Venezuela

Falta de informação, por desmotivação dos eleitores e, em particular, pelas grandes distâncias que alguns eleitores teriam de fazer para votar são as principais causas para a falta de adesão ao voto.

Pelo meio dia, na Venezuela, havia 48 votos em Caracas e 20 votos em Valência

AFP/Getty Images

Os consulados-gerais de Portugal, em Caracas e Valência, na Venezuela, registaram, durante a manhã de sábado (hora local), pouca afluência às urnas para as eleições europeias, situação atribuída a falta de informação e às grandes distâncias a percorrer.

Elementos da secção regional do Conselho da Comunidades Portuguesas disseram à agência Lusa tratar-se de uma situação originada pela falta de informação, por desmotivação dos eleitores e, em particular, pelas grandes distâncias que alguns eleitores teriam de fazer para votar.

“As eleições estão a decorrer principalmente nos consulados-gerais e em alguns consulados honorários, no entanto há pessoas que, apesar de viverem noutros Estados, [segundo os] cadernos eleitorais, têm de votar em Caracas”, disse a conselheira Maria de Lourdes Almeida.

Esta conselheira prevê que a abstenção seja maior do que nas eleições anteriores, porque, “num país onde falta a gasolina, as estradas estão em más condições, onde não há peças para [reparar] os veículos, ninguém viajará centenas de quilómetros para votar”.

O conselheiro Fernando Campos, por seu lado, explicou que em Puerto Ordáz, a 680 quilómetros a sudeste de Caracas, “nenhum português vai votar”.

“As pessoas tratam dos seus documentos no consulado local e os endereços que aparecem nos processos são de Puerto Ordáz, mas no recenseamento eleitoral aparecem em Caracas, talvez porque os processos são enviados para a capital”, explicou.

Segundo diversas fontes, há pelo menos um caso de um cônsul honorário que não votará devido à distância e ao tempo que precisaria de viajar, quase oito horas em viatura própria.

Fontes consulares disseram à agência Lusa que as atuais dificuldades estão a ser tomadas em conta para evitar que se repitam nas próximas eleições.

Quanto à situação de Puerto Ordáz, afirmaram que o número de eleitores era insuficiente para se abrir uma mesa de voto.

Na área da circunscrição consular de Valência, segundo elementos da comunidade portuguesa local, há também vários casos de eleitores que aparecem neste Consulado — o Consulado de Valência —, apesar de estarem radicados em cidades como Maracaibo.

Segundo diversas fontes, pelas 12 horas (17 horas em Lisboa), tinham votado 48 eleitores, em Caracas, e estavam abertas três mesas de voto no Consulado Geral, e uma nos consulados honorários de Margarita, Los Teques e Puerto La Cruz.

Há também uma mesa de voto no Consulado Geral de Portugal em Valência e nos consulados honorários de Maracay, Maracaibo, Mérida e Barquisimeto.

Em Valência tinham votado 20 eleitores, nas eleições para o Parlamento Europeu.

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