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Boris Johnson

“Novo atraso significa derrota”: Boris Johnson quer saída da União Europeia a 31 de outubro

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O principal candidato à sucessão de May defende que o Reino Unido tem de sair da UE - mesmo que não haja acordo. "O país pode confiar em mim", declarou Johnson no primeiro dia de campanha.

Boris Johnson iniciou esta quarta-feira a sua campanha para a liderança do Partido Conservador em Londres

Getty Images

As votações para definir quem será o próximo líder do Partido Conservador começam já amanhã e para Boris Johnson, o favorito à sucessão de Theresa May, não há outra hipótese: o Reino Unido tem de sair da União Europeia com ou sem acordo a 31 de outubro.

Depois de três anos e dois prazos falhados, temos de deixar a UE a 31 de outubro. Não procuro um resultado que não passe pelo acordo”, afirmou Johnson esta quarta-feira no lançamento da sua campanha.

Ainda assim, o deputado do Partido Conservador afirma que está “seriamente” preparado para sair da Europa em outubro mesmo sem acordo. Para Johnson, a sobrevivência do seu partido depende desta saída.

“Há por todo o país um sentimento de desilusão e desespero por ainda não termos feito nada. Quanto mais isto se arrastar, pior será o risco de contaminação e de total perda de confiança, porque as pessoas deste país merecem que os seus líderes façam mais por eles”, declarou o candidato.

Boris Johnson defende que um novo adiamento do prazo do Brexit “significa uma derrota” e a vitória de Jeremy Corbyn, líder do Partido dos Trabalhadores. O candidato pede a união do povo britânico, promete “recuperar” o Partido Conservador e afirma: “O país pode confiar em mim”.

Johnson lembrou o tempo em que serviu como presidente da Câmara de Londres – entre 2008 e 2016 – para provar que tem experiência em lidar com crises. “Nem por um momento subestimo a complexidade e os desafios que aí vêm. Tenho uma longa experiência em lidar com dificuldades reais de curta duração na expetativa de um sucesso de longa duração”, disse.

Como refere o The Guardian, o deputado foi evasivo nas perguntas. Houve espaço para os jornalistas perguntarem ao candidato se alguma vez quebrou a lei ou consumiu drogas. “Se já fiz alguma coisa ilegal? Não posso jurar que sempre cumpri o limite de velocidade do Reino Unido”. Sobre o consumo de drogas, Johnson fugiu à pergunta e apenas disse que as pessoas querem saber “desta campanha”.

O início da campanha de Johnson ficou marcado por protestos do povo inglês à porta da Academia de Engenharia em Londres, onde se realizou a conferência de imprensa. Manifestantes gritaram “Stop Brexit” e os protestos foram audíveis no interior da Academia.

Porque parte Boris Johnson à frente dos restantes candidatos?

Apesar de não parecer, Boris Johnson está a concorrer com mais nove candidatos. Mas muito simplesmente, Johnson possui o maior número de apoiantes conservadores no parlamento. E é também bastante popular entre os membros do partido – no final de contas, as pessoas que vão definir o sucessor de May.

Um estudo do jornal The Independent confirma o favoritismo de Johnson. O candidato conservador aparece como o que consegue assegurar maior apoio de ambas as partes: os que defendem o Brexit e os que querem manter o Reino Unido na UE.

O estilo pouco convencional e os escândalos do passado contribuíram igualmente para pôr o candidato nas bocas do mundo e aumentar o seu protagonismo. Johnson tornou-se famoso ainda antes de ingressar no caminho da política: foi jornalista internacional em Bruxelas e chegou a participar em vários programas de televisão, lembra a Reuters.

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