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Acidentes de Aviação

Nova teoria sobre o que aconteceu ao avião que desapareceu na Malásia

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Há uma nova teoria sobre um dos maiores mistérios da aviação moderna. O investigador William Langewiesche concluiu que o piloto "deliberadamente despressurizou a cabine".

O avião desviou-se do percurso aos 38 minutos de voo, altura em que saiu dos radares e continuou a voar por pelo menos mais 7 horas mas não se sabe em que sentido

AFP/Getty Images

O que aconteceu ao voo MH370 desaparecido na noite de 8 de março de 2014? William Langewiesche, um especialista de aviação que faz parte de um grupo independente, é o autor de uma nova teoria sobre um dos maiores mistérios da aviação moderna. O especialista defende que Zaharie Ahmed Shah despenhou “deliberadamente” o aparelho no Oceano Índico, matando os 238 passageiros a bordo, segundo a prestigiada revista norte-americana The Atlantic.

Langewiesche fez uma análise detalhada da rota tomada pelo Boeing 777 a partir do momento em que partiu de Kuala Lumpur com destino a Pequim e concluiu que Zaharie “despressurizou deliberadamente a cabine” para “matar lentamente todos a bordo”.

Langewiesche explica que o capitão esperou que o co-piloto, Fariq Abdul Hamid, de 27 anos, deixasse o cockpit e depois despressurizou o avião, criando condições para que os passageiros e a tripulação de cabine ficassem inconscientes e posteriormente morressem. O especialista diz ainda que o capitão Zaharie teria um suprimento mais longo de oxigénio, de forma a poder pilotar o avião para o despenhar no Oceano Índico.

Mike Exner, outro membro do grupo independente, afirma que  Zaharie Shah subiu a 40.000 pés de altura antes de cometer o crime. “Subir tão rapidamente aceleraria o processo de despressurização”, acrescentou. As máscaras de oxigénio estão feitas para o uso de 15 minutos “durante descidas de emergência para altitudes abaixo de 13.000 pés”. Por isso, não tardou até que “os ocupantes da cabine tenham ficado incapacitados” e “perdido a consciência”, morrendo “suavemente”, segundo o Notícias ao Minuto.

Um ano depois do desastre, a equipa internacional publicou um relatório que incluiu uma avaliação detalhada do capitão Zaharie Ahmad Shah, o piloto de 53 anos. Zaharie já tinha voado mais de 18.000 horas em jatos comerciais, 8.659 daquelas horas no 777, o avião usado para o voo 370 da Malásia Airlines. Não havia nada de suspeito nos seus assuntos financeiros e não havia registo de ter feito uma apólice de seguro de vida. As autoridades que investigaram o acidente nunca tiveram Zaharie como suspeito. Langewiesche, contudo, assegura que a a sua teoria assenta em diferentes fontes.

O avião desviou-se do percurso aos 38 minutos de voo, altura em que saiu dos radares e continuou a voar por pelo menos mais 7 horas mas não se sabe em que sentido. Apesar daquela que foi a maior e mais cara investigação, com longas buscas submarinas, o destino do avião e dos seus passageiros continua um mistério. Um relatório final do governo australiano, que dá a investigação como “concluída”, diz que a falta de respostas é “uma grande tragédia” e “inconcebível e inaceitável” nos tempos modernos.

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