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Aviação

O primeiro avião comercial elétrico do mundo chama-se Alice e tem uma autonomia de 1.000 quilómetros

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Apresentado esta semana em Paris, o "Alice" tem autonomia de 1.000 quilómetros e capacidade para nove passageiros. Aposta será nas rotas curtas em França, Noruega e EUA.

Os aviões elétricos vão permitir reduzir o impacto ambiental da aviação

Eviation Aircraft

A construtora aeronáutica israelita Eviation Aircraft apresentou na última terça-feira o primeiro avião comercial completamente elétrico do mundo.

No Salão Internacional de Aeronáutica de Paris, em França, uma das mais importantes feiras do setor, a Eviation mostrou pela primeira vez o “Alice”, uma aeronave com uma autonomia de mil quilómetros (o suficiente para ir, por exemplo, de Lisboa a Barcelona) e com capacidade para nove passageiros.

O público-alvo destes voos, segundo a construtora, serão os passageiros que frequentam pequenos voos regionais — como os que ligam Paris e Toulouse (em França), Oslo e Trondheim (na Noruega) e San Jose e San Diego (nos EUA), algumas das rotas curtas mais movimentadas do mundo e que estão na mira da empresa.

Entre as preocupações da Eviation para o desenvolvimento de uma aeronave completamente elétrica está o grande nível de poluição provocado pelos aviões tradicionais. Mas a grande inovação do “Alice” é a possibilidade de o fazer a custos muito menores do que os produtos elétricos anteriormente desenvolvidos.

Operando a uma fração dos custos dos aviões convencionais, o nosso ‘Alice’ vai redefinir a forma como as pessoas viajam a nível regional e dar início a uma nova era em que voar será mais calmo, mais limpo e com maior eficiência de custos”, disse o CEO da Eviation, Omer Bar-Yohay, citado pela agência Reuters.

Os primeiros “Alice” deverão ser comprados pela Cape Air, uma companhia aérea norte-americana especializada em rotas curtas que irá adquirir várias destas aeronaves. O número exato não foi revelado, mas terá “dois dígitos”, de acordo com um comunicado divulgado na feira de Paris.

É uma “oportunidade extraordinária para reduzir o impacto ambiental” das operações, assinalou o fundador da Cape Air, Dan Wolf, no mesmo comunicado.

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