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Alemanha

Habitantes de Ostritz compraram toda a cerveja em protesto contra festival neonazi

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Cerca de 2.000 habitantes de Ostritz esgotaram a cerveja de um supermercado local. Não queriam que os participantes de um festival de extrema-direita tivessem acesso a álcool.

Os habitantes uniram-se e compraram mais de 200 grades de cerveja

picture alliance via Getty Image

O único supermercado da pequena cidade alemã de Ostritz ficou sem cerveja este fim de semana. Os habitantes locais uniram-se e compraram mais de 200 grades de uma só vez. Mas o objetivo não foi fazer nenhuma festa ou mesmo consumir as bebidas. A iniciativa foi na verdade uma forma de combater a influência da extrema-direita no país e de afastar um festival de música neo-nazi, noticia o alemão Bild.

Ostritz foi a cidade escolhida para acolher o Schild und Schwert (Festival Escudo e Espada), um festival de música de extrema-direita. E os cerca de 2.000 habitantes locais não gostaram da ideia de ver a sua pequena cidade ser invadida por grupos neo-nazis. Uniram-se então à polícia, que já tinha proibido o consumo de álcool no festival.

Os habitantes locais fizeram desfiles para mostrar que a cidade é contra a extrema-direita

A polícia confiscou 4.200 litros de cerveja assim que os cerca de 600 “festivaleiros” chegaram à localidade e a venda de bebidas foi banida no recinto do festival. Sabendo que os neo-nazis iriam procurar álcool nas redondezas, os habitantes esgotaram o stock local de cerveja. “Foi tudo planeado com uma semana de antecedência. Queríamos ‘secar’ os nazis”, explicou Georg Salditt, um dos habitantes de Ostritz que participou na iniciativa.

Cerca de 1.400 polícias de toda a Alemanha garantiram a segurança na cidade e tweetaram fotos do momento em que confiscaram a cerveja.

Estou muito impressionado com a forma como numa pequena cidade as pessoas se uniram e tornaram claro que a extrema-direita não é bem-vinda aqui”, disse Michael Kretschmer, primeiro-ministro do Estado da Saxónia.

E a iniciativa está também a ser “aplaudida” no resto da Alemanha e até na Europa. A cidade já recebeu donativos para cobrir os custos da cerveja, que está guardada num centro cristão local. E só já sobram 100 grades. As restantes cervejas, conta um trabalhador do centro, serão consumidas nos seminários que o espaço organiza regularmente.

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