A partir de hoje, no espaço da União Europeia, a homologação de novos veículos eléctricos e híbridos obriga a que este tipo de automóveis esteja equipado de série com um avisador acústico (artificial), de modo a que emitam ruído quando a circular a uma velocidade de até 20 km/h.

A medida pretende minimizar o risco de atropelamento em zonas urbanas, com o barulho a alertar os peões para a aproximação de um veículo eléctrico, a rodar a baixa velocidade ou a efectuar uma manobra de marcha-atrás, pois estudos já provaram que um veículo que se desloque em modo zero emissões, a 30 km/h, só é percebido pelo peão ou pelo ciclista a  escassos 8 metros, deixando-lhes apenas segundo e meio para reagir.

O AVAS, acrónimo de Audible Vehicle Alert System, passa a ter de ser um dispositivo de série em todos os novos modelos capazes de circular em modo zero emissões, pelo que a legislação que acaba de entrar em vigor na Europa também incide sobre os híbridos.

Elétricos e híbridos são obrigados a fazer barulho

Tal como aqui antecipámos, a normativa exige que todo o parque automóvel capaz de circular em modo eléctrico se adapte a esta nova exigência de segurança até Julho de 2021.

A legislação norte-americana vai no mesmo sentido, mas contempla prazos e limites distintos. A National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), o equivalente à Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, eleva para 30 km/h a obrigatoriedade de fazer soar o avisador acústico e estipulou que, já em Setembro deste ano, os fabricantes de automóveis têm de garantir que metade dos novos eléctricos ou híbridos que colocam no mercado cumpre este requisito. O objectivo é que, em Setembro de 2020, todos os novos modelos que circulam em modo EV não possam passar despercebidos em cidade – daí que, em ambos os lados do Atlântico, o AVAS não possa ser desligado pelo condutor.