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Ministério da Defesa

Governo “não vai deixar cair” o militar português ferido, garante ministro da Defesa

O ministro da Defesa diz que o soldado está a trabalhar na recuperação física e garante que vai receber indemnizações. Gomes Cravinho diz também que é importante garantir emprego para o militar.

HUGO DELGADO/LUSA

O ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, afirmou esta segunda-feira que o Governo “não vai deixar cair” o soldado ferido na República Centro-Africana, garantindo que é importante criar condições para que tenha uma vida “preenchida e realizada”.

O soldado português que foi ferido tem sido seguido. Eu já o visitei duas vezes, o Chefe-Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) e o Chefe-Estado Maior do Exército (CEME) também o visitaram, mas o importante não é só estas visitas. O importante é criar condições para que tenha vida preenchida e realizada”, disse o ministro, que está em visita ao país africano.

João Gomes Cravinho salientou que o governo está a trabalhar em “várias frentes”. “Vamos trabalhar na recuperação física, irá em breve para a Alemanha para o acompanhamento médico. Obviamente tem direito a indemnizações, mas o mais importante é que vamos criar condições para que tenha emprego no futuro. O soldado Camará, os seus camaradas em Bangui, as Forças Armadas e a população portuguesa devem saber que nós não vamos deixar cair o Aliu Camará”, frisou.

O militar português ficou ferido na República Centro-Africana (RCA) na sequência do despiste e capotamento de uma viatura, quando as tropas nacionais realizavam um trajeto logístico junto à região de Bouar, situada a 350 quilómetros a noroeste da capital do país.

No final de maio, os militares portugueses em missão da Organização das Nações Unidas na República Centro-Africana (MINUSCA, na sigla em inglês) foram enviados para a região de Bocaranga, onde mais de 50 pessoas foram mortas por um grupo armado.

O ministro da Defesa vai estar esta segunda-feira com as forças portuguesas que servem na Missão Europeia de Treino Militar – República Centro-Africana (EUMT-RCA) e com os militares portugueses que integram a Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização na República Centro-Africana (MINUSCA).

A RCA caiu no caos e na violência em 2013, depois do derrube do ex-Presidente François Bozizé por grupos armados juntos na Séléka, o que suscitou a oposição de outras milícias, agrupadas sob a designação anti-Balaka.

O Governo centro-africano controla cerca de um quinto do território. O resto é dividido por mais de 15 milícias que procuram obter dinheiro através de raptos, extorsão, bloqueio de vias de comunicação, recursos minerais (diamantes e ouro, entre outros), roubo de gado e abate de elefantes para venda de marfim.

O acordo de paz foi assinado em Cartum, capital do Sudão, no início de fevereiro pelo Governo da RCA e por 14 grupos armados. Um mês mais tarde, as partes entenderam-se sobre um governo inclusivo, no âmbito do processo de paz.

Portugal está presente na RCA desde o início de 2017, no quadro da Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização na República Centro-Africana (MINUSCA), cujo 2.º comandante é o major-general Marcos Serronha, onde agora tem a 5.ª Força Nacional Destacada (FND) e lidera a Missão Europeia de Treino Militar-República Centro-Africana (EUMT-RCA), que é comandada até hoje pelo brigadeiro-general Hermínio Teodoro Maio.

A 5.ª FND, que tem a função de Força de Reação Rápida, integra 180 militares do Exército, na sua maioria elementos dos Comandos (22 oficiais, 44 sargentos e 114 praças, das quais nove são mulheres), e três da Força Aérea.

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