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MH370

Avião desaparecido na Malásia: piloto terá controlado o avião “até ao final” podendo tratar-se de suicídio

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É um dos maiores mistérios da aviação. Agora um novo estudo reforça a hipótese de um voo suicida e assassinato premeditado. Piloto do Boeing 777 estaria deprimido e controlou o aparelho até ao fim.

AFP/Getty Images

Investigadores franceses suspeitam que o piloto do há muito desaparecido avião do voo MH370 controlou a aeronave “até ao final”, escreve o jornal britânico The Telegraph. A suspeita tem por base novas informações consideradas “cruciais” e surgem depois de relatos de que o piloto Zaharie Ahmad Shah, de 53 anos, estaria clinicamente deprimido. Os dados reforçam a teoria de que o desaparecimento do Boeing 777 — naquele que é um dos maiores mistérios da aviação — terá sido um voo suicida e um assassinato massivo e premeditado.

A 8 de março de 2014, já lá vão cinco anos, o voo MH370, que partira de Kuala Lumpur com destino a Pequim, desapareceu dos radares com 239 pessoas a bordo. Uma investigação divulgada em julho do ano passado argumentou que os controlos do avião teriam sido deliberadamente manipulados para que o aparelho deixasse a rota estipulada, embora não tenha sido possível determinar quaisquer culpados.

O único país ainda a conduzir um inquérito judicial ao desaparecimento do avião é a França, que investiga a morte de três passageiros franceses que seguiam a bordo do voo MH370. Segundo o jornal Le Parisien foi cedida aos investigadores, em maio último, informação considerada vital mas que não pode ser usada em tribunal.

Os investigadores, citados ainda pelo jornal francês, dizem que os dados recolhidos dão força à ideia de que alguém esteve no comando da aeronave até ao seu desaparecimento. “Algumas curvas anormais realizadas pelo 777 só poderiam ter sido feitas manualmente. Alguém estava ao controlo. (…) É demasiado cedo para afirmá-lo categoricamente, mas nada sugere que outra pessoa tenha entrado no cockpit.”

Uma nova teoria surgira recentemente na prestigiada revista norte-americana The Atlantic, na qual o especialista de aviação William Langewiesche defende que o piloto despenhou “deliberadamente” o aparelho no Oceano Índico, matando os 238 passageiros a bordo. Langewiesche fez uma análise detalhada da rota tomada pelo Boeing 777 a partir do momento em que partiu de Kuala Lumpur e concluiu que Zaharie “despressurizou deliberadamente a cabine” para “matar lentamente todos a bordo”.

O avião estava há aproximadamente 30 minutos no ar quando fez a sua última comunicação: “Boa noite, Malásia 370”, recorda o El Confidencial referindo-se à análise de Langewiesche. Minutos depois desapareceu dos radares, mas sabe-se agora que voou ainda umas seis horas porque o aparelho contactou sete vezes um satélite geoestacionário. No último, estaria perto da costa da austrália.

A teoria publicada na The Atlantic fala mesmo num suicídio e assassinato massivo e premeditado: depois de desligar o piloto automático, o comandante terá pedido ao copiloto que saísse da cabine e trancou a porta, levando o avião acima dos 12 mil metros de altitude de maneira deliberada. Despressurizou o avião, fazendo cair as máscaras, criando assim condições para que os passageiros e a tripulação de cabine ficassem inconscientes e posteriormente morressem.

Segundo esta teoria, os ocupantes do avião terão morrido sentados nos seus assentos, com as máscaras postas, sem ter consciência do que realmente se estaria a passar. Uma ideia que corrobora o facto de ninguém ter enviado qualquer pedido de socorro. O relatório final teoriza que o avião terá ficado sem combustível até cair no mar e desfazer-se em mil pedaços. Pode ter caído em espiral pela falta de combustível ou ter sido o próprio piloto a fazê-lo mergulhar a pique.

A The Atlantic escreve ainda que um amigo do piloto contou que a mulher deste o tinha deixado há alguns meses, depois de descobertas infidelidades cometidas pelo piloto com hospedeiras, que estaria a passar por uma depressão. O certo é que as autoridades encontraram um simulador de voo no qual estava recriada uma rota similar à do MH370 na qual o piloto andaria a treinar há semanas, o que ajuda a sustentar a tese que tudo foi premeditado.

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