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Duarte Marques: Eduardo Cabrita é o “ministro da peixeirada”

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Duarte Marques, no programa Vichyssoise, disse que não será deputado por influência de um padrinho. A ferros, lá confessou que preferia beber um copo com Rui Rio do que com Santana Lopes.

MIGUEL A. LOPES/LUSA

Duarte Marques é um dos rostos do PSD na área dos incêndios e, durante o programa Vichyssoise, da rádio Observador, acusou Eduardo Cabrita de “anunciar as melhores soluções de sempre” para o combate aos fogos, mas que depois, na prática, “essas soluções não estão no terreno”. O deputado do PSD diz que “o ministro da Administração Interna não existe”, pois é mais “um ministro da propaganda e da peixeirada“. No quinto programa da Vichyssoise, o antigo líder da JSD disse ainda que Eduardo Cabrita vai “recorrentemente ao Parlamento mentir”.

Sobre a postura de Rui Rio nestes casos de incêndios, Duarte Marques diz que respeita o facto de o presidente do PSD “não tomar posição” enquanto o fogo foi ativo. O deputado do PSD considera ainda que o líder do PSD até “foi duro“, quando disse em entrevista ao Observador que não viu com “bons olhos o Governo a sacudir a água do capote” neste caso. E acrescentou:”Rui Rio fala pouco, mas quando fala é duro”.

Duarte Marques justificou ainda o facto de ele próprio fazer críticas enquanto o fogo ainda estava ativo. “Eu não costumo criticar durante os fogos, mas neste caso dos Kamov critiquei porque sabiam que iam levantar voo”, explicou. O deputado do PSD diz que embora várias coisas tenham mudado, por exemplo, no ordenamento do território, a “ANPC não mudou quase nada na área do ataque, do combate e na coordenação dos meios de ajuda operacional da ação dos bombeiros: os comandantes são os mesmos, aqueles que falharam [noutros anos] são os mesmos.”

Já quando falou no pedido de fiscalização sucessiva da lei sobre o direito à autodeterminação da identidade de género, do qual é um dos 85 deputados subscritores, o deputado tentou explicar que o fez porque concorda que “deve ser ensinado nas aulas”, que não deve haver discriminação e que deve haver respeito pela diferença”. No entanto, considera estar em causa uma “espécie de incentivo” e “promoção de algumas opções”. Mas acabou por admitir que não tem a mesma “profundidade” sobre o tema que os autores do texto.

Sobre ter sido o motivo de uma discussão entre Morais Sarmento e o autarca Ricardo Gonçalves — por a direção o querer integrar na lista de deputados (contra a vontade da distrital) — Duarte Marques diz que “oficialmente” ainda não sabe nada. Mas não esconde: “Gostava de continuar a ser deputado. Gosto deste trabalho”.

E Morais Sarmento, é ou não o seu padrinho? Duarte Marques desconversou: “O meu padrinho é Manuel Henrique Dias Correia, que é o meu padrinho de batismo.” E depois concretizou, dizendo que não será deputado “por ter um padrinho ou menos um padrinho” e defendeu que “a decisão não é do Nuno Morais Sarmento, nem do Silvano, nem do Zé ou do Manel. Não há decisão individual, nem do presidente“.

Duarte Marques diz que  não vale a pensa dizer que não se liga às sondagens, já que prefere “as positivas”. “Não vale a pena inventar”, acrescentou. O deputado do PSD acredita que o partido vai ganhar, pois as “pessoas começam a ver a máscara de Costa a cair, caem máscaras de António Costa todos os dias.”

Na habitual secção de pergunta de escolha múltipla, a “carne ou peixe”, Duarte Marques disse que lhe custou mais ver Passos Coelho a morrer na praia em 2015, do que Barroso a ir para Bruxelas  em 2004, que foi uma “questão importantíssima para Portugal, para a Europa e para o PSD”. Sobre se preferia beber um copo no Lux com Santana Lopes ou no Lust com Rui Rio, Duarte Marques começa por dizer que “não escolhia nenhum dos dois”. Pressionado, cedeu: “Entre um e outro, escolhia o que é o do meu partido.”

[Pode ouvir o programa na íntegra ou subscrever o podcast aqui.]

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