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Economia

Micromobilidade urbana

Cerca 60% das viagens realizadas são para percursos inferiores a oito quilómetros. Um facto que implica uma resposta à medida, por parte das cidades e dos transportes. A SEAT já se adiantou.

Quando se trata de arranjar soluções para problemas macro, a resposta precisa de ter o mesmo impacto que esse desafio proposto. É nisso que os técnicos de investigação e desenvolvimento da SEAT têm estado a trabalhar.

A marca espanhola foi a primeira marca do grupo Volkswagen (VW) – após a própria VW –  a fazer uso da plataforma MED, pensada para servir de base à nova família de veículos elétricos. Pode dizer-se com total segurança que fez bom uso dessa vantagem. Não só trouxe para as ruas da cidade o Kickscooter elétrico eXS, como revelou um segredo: o Minimó – ainda na fase de protótipo mas já com muita personalidade. A marca espanhola apresenta-se, assim, como líder na estratégia de micromobilidade urbana dentro do Grupo VW.

Resposta a uma nova mobilidade

No início deste ano, o McKinsey Center for Future Mobility revelava que 60% das viagens realizadas são para percursos inferiores a oito quilómetros. Uma informação valiosa (embora, muito provavelmente já conhecida) para quem trabalha em conceitos e produtos relacionados com a micromobilidade.

O desenvolvimento contínuo dos centros urbanos – onde se prevê que vá habitar 65% da população mundial até 2040 – aumentou exponencialmente os engarrafamentos e diminuiu drasticamente o número de lugares de estacionamento. Para não falar no ruído e na poluição atmosférica. No entanto, num movimento de resistência, os jovens europeus (com menos de 30 anos) demonstram uma vontade cada vez menor de adquirir um carro. Está, assim, provado que as necessidades de transporte estão a mudar. E a SEAT está atenta a esta realidade. No seguimento da sua investigação apresentou o ano passado o Kickscooter eXS, uma solução sustentável e eficiente, mas também divertida, segundo os seus criadores. Entre dezembro de 2018 e abril de 2019 vendeu cinco mil unidades e, num acordo assinado com a UFO (uma startup de kicksharing elétrico) irá disponibilizar 530 unidades aos cidadãos de Madrid.

Desafios macro soluções micro

Para este ano, reservou a apresentação do seu “benjamim”: o Minimó, metade moto, metade automóvel, mas 100% elétrico.  Garantem que une o melhor dos dois mundos: a segurança e o conforto, com a agilidade e facilidade de estacionamento. Projetado para se adaptar às plataformas de mobilidade do futuro, foi pensado para ser uma solução para as empresas de car-sharing. A bateria tem uma autonomia de cem quilómetros e o sistema de battery swap permite a recarga completa do veículo em poucos minutos. A diminuição da pegada ecológica também está garantida, uma vez que é elétrico e tem um tamanho… mínimo: 2,5 m de comprimento, por 1,2 m de largura, ou seja, os seus 3,1 m2 equivalem a metade das viaturas mais comuns  (que ocupam uma área de 7,2 m2).

As vantagens não acabam aqui, já que acolhe um projeto-piloto desenvolvido entre a SEAT e a Telefónica (empresa de telecomunicações espanhola) para se tornar num 5G Connected Car, que permite a comunicação entre o veículo, as infraestruturas da cidade (nomeadamente, sinais de trânsito e outras comunicações globais) e os restantes veículos, na senda de criar uma condução cooperativa e autónoma. O Android Auto instalado no Minimó, permite que os dispositivos móveis estejam ligados sem cabos ou fichas e podem ser acedidos através do painel de controlo do automóvel, ou no próprio dispositivo, sendo que a interação pode ser feita através da voz, permitindo que se mantenha sempre de mãos no volante.

O protótipo deste quadriciclo, destinado a ser partilhado, sem ruído e sem emissões poluentes, vai evoluir a partir de um trabalho feito em conjunto com as administrações municipais, que estão a partilhar com as equipas técnicas as suas opiniões e necessidades específicas. Desta forma, a integração do veículo nas cidades será feita de uma forma menos intrusiva, mais segura e mais próxima dos cidadãos.

Investigação e desenvolvimento para o futuro

No seguimento do estudo do McKinsey Center for Future Mobility, Luca de Meo, CEO da SEAT, reforça a ideia de que a marca está a trabalhar para ser um fornecedor de mobilidade, acreditando que “o Grupo VW e as suas diferentes marcas usarão as nossas soluções em todo o mundo”.

Para garantir esta aposta na transformação digital da empresa, vai ser criado um software house, específico da marca. O objetivo é simples: continuar a fortalecer com sucesso a rede de IT nos Centros de desenvolvimento de software do Grupo Volkswagen. Vai englobar o Metropolis:Lab e a XMOBA (empresa independente da SEAT que testa, implementa e investe em novas soluções de mobilidade) e trabalhar com cem especialistas que irão, por um lado, trabalhar na transformação digital das soluções de IT do Grupo e aumentar a sua eficiência; e, por outro, reforçar os novos modelos de negócio à volta dos conceitos de mobilidade, conectividade e digitalização do automóvel.

Muito está para vir mas, de uma coisa a SEAT nos garante, ela virá na frente do pelotão.

Saiba mais sobre inovação SEAT em
https://observador.pt/seccao/inovamente/

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