Setores da oposição russa convocaram para este sábado uma nova manifestação não autorizada em Moscovo, uma semana após os protestos na capital assinalados por distúrbios e a detenção para identificação de cerca de 1.400 pessoas.

A justiça russa colocou na sexta-feira em prisão preventiva as duas primeiras pessoas acusadas de terem apelado a “múltiplos distúrbios” no passado sábado, e enquanto aguardam o início do processo.

Os dois, Ivan Podkopaïev e Kirill Joukov, incluem-se entre as cinco pessoas detidas na quinta-feira no âmbito de um inquérito sobre a manifestação da oposição de 27 de julho, que tem denunciado irregularidades nas listas eleitorais para as eleições locais.

Entre as cinco pessoas detidas na quinta-feira também se encontra Alexeï Miniaïlo, conselheiro do advogado anticorrupção Lioubov Sobol.

A rejeição da candidatura de Sobol e de outros opositores às eleições municipais de setembro está na origem do movimento de protesto e das recentes manifestações em Moscovo.

Cerca de 1.400 pessoas, incluindo grande parte dos principais líderes da oposição e potenciais candidatos independentes, foram detidas no sábado passado durante a manifestação não autorizada frente à Câmara municipal de Moscovo.

A manifestação, também não autorizada, prevista para hoje, vai decorrer na ausência da quase totalidade dos dirigentes da oposição, condenados a curtas penas de prisão.