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Abusos na Igreja

Papa Francisco afirma estar “firmemente empenhado” na luta contra os abusos

O Papa Francisco afirmou estar "firmemente empenhado" na luta contra os abusos na Igreja e sublinhou que esta missão exige "o empenho de todos", numa carta em que agradece o trabalho dos padres.

O líder da igreja católica escreveu uma carta extensa por ocasião dos 160 anos da morte do Santo Cura de Ars

MAURIZIO BRAMBATTI/EPA

O Papa Francisco afirmou este domingo estar “firmemente empenhado” na luta contra os abusos na Igreja e sublinhou que esta missão exige “o empenho de todos”, numa carta em que encoraja e agradece o trabalho dos padres.

O líder da igreja católica escreveu uma carta extensa por ocasião dos 160 anos da morte do Santo Cura de Ars, padroeiro dos párocos, na qual diz que “a dor” pelos abusos também os afeta.

Nos últimos tempos pudemos ouvir com mais clareza o clamor, tantas vezes silencioso e silenciado, de nossos irmãos, vítimas de abuso de poder, consciência e sexualidade por ministros ordenados”, começa o Papa.

E acrescenta: “Sem dúvida, é um tempo de sofrimento na vida das vítimas que sofreram as diferentes formas de abuso, também para suas famílias e para todo o povo de Deus”.

“Estamos firmemente comprometidos com a implementação das reformas necessárias para promover, desde a raiz, uma cultura baseada na pastoral para que a cultura do abuso não encontre espaço para se desenvolver e, menos ainda, para se perpetuar”, afirma Francisco. Mas isso, acrescenta o Papa, “não é uma tarefa fácil e de curto prazo” e “exige o compromisso de todos”.

Francisco manifestou palavras de encorajamento para o seu clero e garantiu que, nas reuniões com padres durante as suas viagens ou palestras, muitos deles mostraram “a sua indignação com o que aconteceu”.

Por essa razão, “sem negar e repudiar os danos causados por alguns de nossos irmãos, seria injusto não reconhecer tantos sacerdotes que, consistente e honestamente, entregam tudo o que são e têm para o bem dos outros”, assinalou.

“Existem inúmeros padres que fazem da sua vida uma obra de misericórdia em regiões ou situações tantas vezes inóspitas, remotas ou abandonadas, mesmo correndo o risco das suas próprias vidas. Reconheço e agradeço o seu corajoso e constante exemplo”, sublinhou o líder da igreja católica.

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