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Escolas

Só 2% das escolas em Portugal têm desfibrilhadores

Apenas 2% das escolas portuguesas estão equipadas com desfibrilhadores automáticos externos. Diretores e especialistas em segurança lamentam situação.

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Apenas 129 dos 5.909 estabelecimentos de ensino em Portugal têm desfibrilhadores automáticos externos (DAE), o que representa 2,1% (alguns destes espaços têm mais do que um aparelho). Os dados recolhidos pela edição impressa desta segunda-feira do Jornal de Notícias são do INEM, que assegura ainda que nas comunidades escolares existem 1.035 pessoas habilitadas a usar um DAE.

Para a Associação de Proteção e Socorro (APROSOC) é “inaceitável” que as escolas não tenham um equipamento que “pode salvar vidas”. A propósito disso, o mesmo jornal recorda a morte de um jovem 17 anos que perdeu a vida em fevereiro último durante uma aula de educação física.

“Os desfibrilhadores deveriam existir em todas as escolas. Não é aceitável que não exista um plano para colocar estes equipamentos nas escolas”, diz ao JN o presidente da APROSOC, João Paulo Saraiva, para quem a morte do aluno de 17 anos poderia ter sido evitada. Filinto Lima, o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), concorda com a colocação de DAE nas escolas, desde que o Estado forneça “a indispensável formação”.

São mais de 2.000 os espaços públicos com DAE, estando os aparelhos capazes de reverter uma paragem cardíaca sobretudo presentes nos locais previstos pela legislação de 2012. Os DAE manuseados por pessoal não médico estão sobretudo “em aeroportos, centros comerciais, hipermercados, bancos, aeronaves, casinos e unidades hoteleiras”, acrescenta o jornal.

Os dados do INEM mostram ainda que “o número de programas de DAE tem vindo a aumentar de forma progressiva, denotando a aplicação da legislação em vigor”. Ao todo existem em Portugal 2.453 DAE e 24.176 operacionais de desfibrilhadores automáticos.

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