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Incêndios

Entre as 20h00 e 21h30, começaram 17 fogos. Portugal em situação de alerta

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Incêndio em Cinfães mantém frente ativa, mais de 150 operacionais no terreno. Numa hora e meia, desde as 20h00, houve alerta para 17 fogos. Portugal em situação de alerta.

Até às 21h30 de quinta-feira tinham sido registados 53 fogos

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Mais de 50 fogos foram reportados na página da Proteção Civil esta quinta-feira, desde a madrugada. Só entre as 20h00 e as 21h30, apareceram 17 novos alertas de incêndios no site. Destes novos incêndios, sete estavam ativos pelas 23h00. As ocorrências surgem a poucas horas de Portugal voltar a estar em situação de alerta, com dez distritos em alerta vermelho. Ao final da noite de quinta-feira, o caso mais grave era o de Ovar, onde cerca de 20 pessoas foram retiradas das suas casas na freguesia da Válega, mas o incêndio já está dominado. Já esta madrugada, um incêndio em Cinfães está a ser combatido por 150 operacionais.

Em Ovar, as casas foram evacuadas por precaução, adiantou ao Observador fonte oficial do Comando Distrital de Operações e Socorro (CDOS) de Aveiro na noite de quinta-feira, mas as pessoas já estavam a regressar. Este fogo começou pouco antes das 13h num povoamento florestal no concelho de Ovar, tendo alastrado da Santa Maria da Feira. Às 23h00, estavam no terreno 332 bombeiros e 106 veículos, enquanto os meios aéreos foram entretanto dispensados porque não podem atuar de noite.

Maria de Fátima Marques, habitante de Bustelo, descreve o cenário ao Observador: “Não se pode respirar lá fora. Não se vê nada. Está uma nuvem muito densa de fumo. Os bombeiros controlam de um lado, mas o fogo reacende do outro”. Maria de Fátima Marques destaca ainda o trabalho dos agricultores locais, que têm ajudado os bombeiros no combate às chamas. “As pessoas estão preocupadas e ninguém sai da rua para ver a evolução (do incêndio). Não sei como vai ser a noite”, acrescenta.

Também devido a este incêndio, a autoestrada do Norte, a A1, foi reaberta na tarde desta quinta-feira depois de a circulação ter estado interrompida nos dois sentidos devido ao incêndio que teve início em Ovar, confirmou ao Observador fonte oficial da Brisa. O corte durou cerca de uma hora e a circulação esteve interrompida entre Estarreja e Santa Maria da Feira.

Em Albergaria-a-Velha, Aveiro, as chamas deflagraram cerca das 14h00 também num povoamento florestal, mas este incêndio já entrou em fase de resolução. O incêndio em Montalegre, Vila Real, também já está em resolução. Ambos foram combatidos por centenas de operacionais e vários meios aéreos. Em Tomar, o incêndio que mobilizou mais de 200 bombeiros e sete meios aéreos durante a tarde já está resolvido.

Incêndio em Cinfães mantém frente ativa, mais de 150 operacionais no terreno

Um incêndio que deflagrou na tarde de quinta-feira na freguesia de Nespereira, no concelho de Cinfães, continuava esta sexta-feira, ao início da madrugada, com uma frente ativa numa zona de “difícil acesso”, disse à Lusa fonte da Proteção Civil.

“O incêndio tem uma frente ativa, neste momento, e está numa zona de difícil acesso, o que está a dificultar o combate às chamas”, afirmou. A mesma fonte disse à Lusa não ter indicação de casas em perigo.

Cerca das 3h30, continuavam no terreno 155 operacionais, apoiados por 45 viaturas.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) decretou na quinta-feira o alerta vermelho para 10 distritos de Portugal, devido ao risco agravado de incêndios provocado pelo calor esperado nos próximos dias.

Governo reforça vigilância em zonas com pastos

O Ministério do Ambiente anunciou esta quinta-feira um reforço dos vigilantes do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) em zonas de pastorícia por todo o país.

A vigilância reforçada começará na noite desta quinta-feira e envolverá centenas de vigilantes da natureza e elementos do corpo de agentes florestais, concentrando-se em áreas protegidas, sobretudo as que têm pastos, como as serras da Estrela, Gerês ou Montesinho.

Numa nota, o Ministério salienta que as queimadas são proibidas até 30 de setembro e podem ser punidas com coimas até 60 mil euros, no caso de pessoas coletivas. O ICNF apoiará fogos controlados para renovação de pastagens para gado a partir do mês de outubro.

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