Os eléctricos não têm de ser exclusivamente movidos a bateria. É esta a posição de alguns dos mais respeitados fabricantes no mercado, a começar pela Toyota, que se prepara para introduzir a segunda geração de fuel cells no Mirai. Mas também a Honda (Clarity), a BMW e a Hyundai consideram as células de combustível a hidrogénio uma alternativa viável e continuam a apostar no seu desenvolvimento. O fabricante sul-coreano reclama mesmo ao estatuto de pioneiro na tecnologia, por ter lançado em 2013 “o primeiro veículo a hidrogénio a ser comercializado no mundo, o ix35 Fuel Cell”.

Cinco anos depois, a Hyundai introduziu o Nexo como a concretização da sua “segunda geração” de veículos eléctricos a fuel cell. Para promover o SUV em Espanha, a marca desafiou a atleta olímpica Mireia Belmonte a fazer o que seria impensável com um qualquer modelo a combustão: respirar directamente o ar que sai pelo tubo de escape. Neste caso, isso nunca seria problema porque a única coisa libertada pelo sistema de exaustão é… vapor de água. Mas a nadadora, apesar de ser embaixadora da marca, confessa que estranhou a proposta:

Inicialmente fiquei chocada com o conceito, mas agora posso dizer que foi um dos projectos mais incríveis em que já tive oportunidade de participar. Estar envolvida neste processo, para demonstrar os efeitos da inalação das emissões directas do Hyundai Nexo, nomeadamente vapor de água e oxigénio, foi um desafio incrível.”

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O SUV sul-coreano anuncia 163 cv e 395 Nm de binário máximo com uma autonomia de 666 km no ciclo WLTP, para o que recorre ao hidrogénio armazenado em três tanques (de 52,2 litros cada) que demoram minutos a atestar. Isto depois de o proprietário encontrar um local onde o passa fazer. Em Espanha, onde o Nexo é proposto por 69.000€, há apenas seis pontos de abastecimento.

Ao passar pela membrana da célula de combustível, o hidrogénio perde os electrões, que rumam à bateria, enquanto o protão de hidrogénio se associa à molécula de oxigénio (O) para formar água (H2O), com o resultado desta produção de energia a ser apenas água quente. A bateria, com uma pequena capacidade de 1,56 kWh, fornece 40 kW ao Nexo, a que se somam os 95 kW gerados pela célula de hidrogénio, com a potência total a estar limitada a 120 kW, equivalente a 163 cv.