A meta está lançada: Miguel Oliveira que ser campeão do mundo de Moto GP no espaço de três anos. Poucas semanas depois do último Grande Prémio da primeira temporada no mais alto degrau do motociclismo — onde não esteve devido a uma lesão no ombro –, o piloto português não teve grandes ressalvas na hora de garantir que “é possível” ser campeão mundial até 2022.

“Acho que em três anos é possível. Como o vou fazer? Vai ser obviamente com muito trabalho e com a dedicação que já é conhecida por todos. Sei que tenho a capacidade para lutar por vitórias e pódios. Para já, tenho de continuar focado naquilo que é o meu trabalho na KTM e tirar o maior partido possível da mota e, passo a passo, pensar naquilo que são os meus objetivos daqui a uns anos”, disse Miguel Oliveira esta quinta-feira, no Palácio de Belém, à margem da iniciativa Desportistas no Palácio, promovida pelo Presidente da República, em declarações divulgadas pela Lusa.

O piloto português já sabe que vai manter o número 88 na próxima temporada

O piloto de 24 anos falou ainda sobre a possibilidade de ficar entre os cinco primeiros da classificação geral do Moto GP já na próxima temporada, em 2020. “Obviamente que todos nós queremos o máximo. Neste momento, o campeonato é forte, nós também temos uma mota nova, que aparentemente é competitiva, e vamos dar o melhor de nós. Se isso for um lugar entre os cinco melhores, claro que deixará toda a gente orgulhosa”, disse. Miguel Oliveira revelou ainda o atual estado físico, depois de ter sido então operado ao ombro há poucas semanas, e desvendou os pormenores da recuperação.

“Foi uma cirurgia para reconstruir o tendão. Estou focado em trabalhar a mobilidade até ao início de janeiro, para poder ter uma boa base para começar a fazer uma preparação física mais intensa e chegar perto dos 100% nos testes de pré-temporada em Sepang. Em 2020 surgirá a melhor versão do Miguel Oliveira”, concluiu o piloto, que na época que agora terminou no 17.º lugar da classificação geral, com 33 pontos. O motociclista natural de Almada pontuou nove vezes ao longo do ano, só desistiu de uma corrida, o Grande Prémio da Grã-Bretanha, e obteve a melhor classificação na Áustria, um oitavo lugar.