O banco central chinês anunciou esta quinta-feira que vai aumentar o valor máximo da remessa diária por residentes de Macau, para contas pessoais na China continental, de 50.000 yuan (6.420 euros) para 80.000 yuan (10.270 euros).

Em comunicado, o Banco do Povo Chinês disse que a medida visa “atender melhor à necessidade dos residentes de Macau de ter liquidez em yuan [a moeda chinesa]” e “tornar mais conveniente o comércio e outras trocas entre o continente e Macau”.

Na mesma nota, o banco central assegurou que vai continuar a apoiar a economia, comércio e o investimento em Macau denominados em yuan.

O aumento do teto diário para a transferência de capital aplica-se apenas num sentido, de Macau para o continente chinês. No sentido inverso, a China impõe um limite anual de transferências para o exterior equivalente a 50.000 dólares (45.000 euros).

O levantamento de dinheiro no estrangeiro por parte de titulares de cartões bancários emitidos na China está também limitado a 100.000 yuan (12.810 euros) por pessoa e por ano, independentemente do número de cartões e de contas.

Macau comemora na sexta-feira os 20 anos da transferência de administração de Portugal para a China e da aplicação no território da fórmula “um país, dois sistemas”, que lhe garante um elevado grau de autonomia, a nível executivo, legislativo e judiciário.

Em 2018, o comércio entre o continente e Macau atingiu 3,16 mil milhões de dólares (2,84 mil milhões de euros), quatro vezes mais do que em 1999, o ano da transição, segundo dados do ministério chinês do Comércio. Os investimentos no continente oriundos de Macau atingiram os 1,28 mil milhões de dólares (1,15 mil milhões de euros), no ano passado.