A primeira-ministra da Finlândia, Sanna Marin, lançou em agosto de 2019 a ideia de reformular a legislação laboral do país para que a semana de trabalho passe a ter só quatro dias, de forma a que os trabalhadores possam passar mais tempo com as suas famílias. Porém, ao contrário do que foi escritos por vários jornais, não há planos concretos de avançar com uma medida deste género no horizonte próximo, garantem fontes do governo finlandês ao site NewsNowFinland, que sublinham que nada existe no programa de governo sobre esta matéria.

Sanna Marin, que aos 34 anos de idade é a chefe de Governo mais nova do mundo, falou sobre esta ideia num aniversário do seu partido, o partido Social Democrata, em agosto. Estas declarações foram recuperadas por vários jornais nos últimos dias, publicações como o The Guardian e a CNBC.

Penso que as pessoas merecem passar mais tempo com as suas famílias, os seus entes queridos, os seus passatempos e outros aspetos das suas vidas, como a cultura. Isto podia ser o próximo passo para nós em termos de vida profissional”, afirmou a governante finlandesa.

Ao mesmo tempo, a primeira-ministra finlandesa também lançou a ideia de se reduzir o dia de trabalho para seis horas, em vez das atuais oito.

O país já tem vindo, há mais de duas décadas, a ser pioneiro na modificação dos horários laborais. Em 1996, a Finlândia adotou uma legislação que dá aos trabalhadores a possibilidade de ajustar os seus horários de trabalho em função dos outros aspetos da sua vida, podendo começar ou acabar três horas antes ou depois do previsto.

Atualmente, as oito horas de trabalho diário e a semana de cinco dias são o padrão laboral no mundo ocidental, embora outras soluções tenham sido testadas em vários países.

Em algumas regiões da Suécia, o horário de trabalho é de seis horas por dia desde 2015, uma solução que tem apresentado resultados positivos na produtividade das empresas abrangidas pela medida.

Os conflitos laborais têm sido um dos principais problemas na sociedade finlandesa, tendo as greves e as exigências salariais sido um dos fatores centrais na queda do governo anterior, liderado por Antti Rinne.

Na Finlândia, 91% dos trabalhadores estão abrangidos por acordos coletivos de trabalho.