A coordenadora bloquista, Catarina Martins, admitiu esta sexta-feira “o erro” de ligar Miguel Relvas a Isabel dos Santos, mas mantém a acusação já que o ex-ministro administrou a Finertec, “empresa dirigida por responsáveis da Fundação José Eduardo dos Santos”.

O ex-ministro Miguel Relvas tinha acusado esta sexta-feira Catarina Martins de mentir ao associá-lo às empresas de Isabel dos Santos, dizendo nunca ter trabalhado com a empresária angolana, e exigiu um pedido de desculpas.

“Miguel Relvas foi administrador da Finertec, empresa dirigida por responsáveis da Fundação José Eduardo dos Santos e com acionista escondido offshore. Não me custa corrigir o erro. A acusação é a mesma”, escreveu a líder do BE na rede social Twitter cerca de uma hora depois da notícia da agência Lusa.

Na mesma publicação, Catarina Martins partilha ainda a ligação para uma investigação da revista Visão sobre a Finertec, uma “ex-empresa de Relvas suspeita na Operação Furacão”.

Em causa estão as declarações da líder bloquista, esta sexta-feira à tarde, à margem de uma audição sobre pessoas com deficiência, em Lisboa, quando afirmou que existiu um tratamento especial à empresária angolana Isabel dos Santos e que “não é de um governo”, mas sim de todos os governos portugueses, incluindo os de António Costa, que se “envolveu pessoalmente” na questão dos bancos.

Catarina Martins referiu então que, ao longo dos anos, assistiu-se a responsáveis governativos a alternarem “entre pastas do Governo e trabalhar nas empresas de Isabel dos Santos”, como Mira Amaral ou Miguel Relvas, ou “à proximidade imensa de Durão Barroso, que enquanto primeiro-ministro, foi a festas de casamento da família de José Eduardo dos Santos”.