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Na antevisão da visita ao Atl. Madrid, em jogo a contar para a primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões, Jürgen Klopp comparou-se a Diego Simeone na hora de falar sobre o entusiasmo de ambos na linha técnica, garantindo que se ele próprio era “nível 4”, então o argentino é “nível 12”. No final do jogo, confirmada a vitória dos espanhóis pela margem mínima perante o Liverpool, a boa disposição de Klopp desvaneceu — e o treinador alemão lembrou Simeone, o Atl. Madrid e os adeptos colchoneros de que, apesar dos festejos intensos no final da partida, a eliminatória ainda ia a meio.

Algo que não aflige Diego Simeone. Na antevisão da receção deste domingo ao Villarreal, em que o Atl. Madrid procurava regressar às vitórias na liga espanhola depois do empate com o Valencia na última jornada, o treinador argentino recordou que “as vitórias são para ser celebradas”. “Sempre disse que os extremos são uma coisa má. Não há extremos dentro da equipa. Temos visto as nossas pessoas desabafarem a frustração depois dos resultados negativos que temos tido e quando conseguimos resultados positivos, acontece o oposto (…) Da mesma forma que as derrotas me deixam deprimido, também tenho de celebrar quando ganhamos. Mas quanto ao jogo com o Liverpool, ainda vamos a meio. Ainda temos a segunda parte para jogar”, atirou Simeone.

Este domingo, o Atl. Madrid recebia então o Villarreal — sabendo de antemão que uma vitória significava a subida ao quarto lugar e o igualar do Sevilha em termos pontuais, graças à derrota do Getafe precisamente com a equipa de Lopetegui. João Félix, ausente dos relvados devido a uma lesão desde o final de janeiro, regressava aos convocados e era opção para Simeone, quase um mês depois do último jogo. Morata e Correa fizeram dupla na frente de ataque, com o já recuperado Diego Costa a ficar fora da convocatória, e acabou por ser o Villarreal a abrir o marcador, ao passar do primeiro quarto de hora: bola longa para a área, a defesa do Atl. Madrid desvia para a entrada da área e Paco Alcácer, reforço de inverno do Submarino Amarelo, atirou um grande remate para colocar o Villarreal a ganhar (16′).

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Ainda antes do intervalo, o Atl. Madrid conseguiu empatar o resultado, por intermédio de Correa. Depois de um mau alívio de Raúl Albiol, Vrsalijko colocou uma bola em formato balão na grande área e Correa, à saída de Asenjo, empatou a partida (40′). Já na segunda parte, com cerca de dez minutos de jogo e com o resultado ainda empatado, Simeone lançou João Félix no lugar de Vitolo e Trippier no lugar de Vrsalijko, de forma a lançar a equipa para a frente e procurar a vitória. A resposta apareceu pouco depois, com Koke a confirmar de cabeça a reviravolta do Atl. Madrid, depois de um cruzamento de Correa (64′).

A pouco mais de um quarto de hora do apito final, João Félix ainda aumentou os números da vitória do Atl. Madrid e conseguiu voltar aos golos no dia em que também regressou aos relvados: a assistência é de Koke, depois de uma perda de bola de Chukwueze, e João Félix atira de pé esquerdo para o terceiro dos colchoneros, com a bola a passar entre as pernas de Asenjo (74′). O golo foi muito festejado pelo jovem jogador português, em conjunto com os colegas de equipa, depois de um mês de ausência total.

Depois da algo surpreendente vitória no Wanda Metropolitano perante o campeão europeu Liverpool, o Atl. Madrid conseguiu voltar aos resultados positivos também na liga espanhola e subiu ao quarto lugar, estando agora em igualdade pontual com o Sevilha, que é terceiro.