São sete os clubes que se encontram sob suspeita no âmbito da operação Fora de Jogo, que na semana passada levou vários inspetores da autoridade tributária a realizar buscas em 76 locais: Benfica, FC Porto, Sporting, Sp. Braga, Marítimo, Rio Ave e Estoril. Entre as dezenas de sítios inspecionados encontram-se os estádios de Benfica, FC Porto e Sporting — Estádio da Luz, do Dragão e José Alvalade — e ainda as residências pessoais dos respetivos presidentes, Luís Filipe Vieira, Jorge Nuno Pinto da Costa e Frederico Varandas (bem como de Bruno de Carvalho, ex-presidente leonino).

De acordo com o Correio da Manhã, a operação Fora de Jogo investiga os contratos de 34 pessoas, entre jogadores e treinadores — sendo que, de um total de 34, 32 dizem respeito a vínculos de jogadores. O jornal indica que se encontram sob suspeita os contratos de Jonas com o Benfica, de Danilo com o FC Porto e de Bruno César com o Sporting, entre outros, e ainda o dos treinadores Pedro Martins (não sendo claro se se com o Marítimo ou o Rio Ave, já que o atual técnico do Olympiacos orientou as duas equipas) e Leonel Pontes, que substituiu interinamente Marcel Keizer antes da contratação de Silas por parte dos leões mas ainda viu esse mesmo vínculo ser prolongado. O Correio da Manhã diz ainda que o próprio Leonel Pontes — atualmente ao comando dos Sub-23 do Sporting, assim como estava antes de assumir a equipa principal — está sob investigação.

A operação Fora de Jogo tem 47 arguidos, entre empresários, agentes, jogadores e entidades coletivas. A operação envolveu buscas às principais SAD do futebol português, incluindo Benfica, Sporting, FC Porto e Sp. Braga. O Observador sabe que entre as 23 pessoas coletivas constituídas arguidas estão as SAD do Benfica – neste caso na pessoa do seu presidente, Luís Filipe Vieira – bem como as SAD de FC Porto e Sporting. Por outro lado, foi também constituído arguido Osório Castro, advogado do agente Jorge Mendes e de Cristiano Ronaldo.

De acordo com o Expresso, o próprio Jorge Mendes também está incluído na lista de arguidos. O Observador tentou contactar o empresário e os seus assessores, mas ainda não obteve resposta. Pelo menos outros quatro advogados foram constituídos arguidos, na sequência das buscas a cinco escritórios.