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A Operação Fora de Jogo começou com indícios de um esquema generalizado de fraude fiscal e branqueamento de capitais nos principais clubes de futebol portugueses, mas pode acabar numa situação mais grave: o alegado desvio de receitas dos sociedades anónimas desportivas (SAD) dominadas por Benfica, FC Porto, Sporting e Sporting de Braga para terceiros — alegadamente para representantes dos próprios clubes e empresários de futebol.

Ao que o Observador apurou, a equipa especial do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) liderada pelo procurador Rui Marques já tem indícios desse alegado desvio de receitas através das transferências de jogadores e pagamento de comissões a empresários de futebol. A reconstituição dos circuitos financeiros das várias dezenas de transferências de jogadores que estão a ser analisadas pelos investigadores tem permitido reforçar esses indícios. Para tal, tem sido essencial a cooperação judiciária internacional com Espanha, Inglaterra e Suíça que, através do envio de informação bancária das transferências e, tão importante quanto isso, dos nomes dos beneficiários económicos das sociedades offshore envolvidas nas transferências.

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