Para o CDS-PP, as medidas de apoio às empresas e famílias anunciadas esta sexta-feira pelo primeiro-ministro, António Costa, são “insuficientes” para responder à crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.

Em reação enviada ao Observador, através da porta-voz do partido, Cecília Anacoreta Correia, o CDS “saúda” as “medidas excecionais” anunciadas, mas aponta-lhes críticas: não chegam, dizem os centristas, para “minimizar os danos” que a paragem do país está já a provocar “às famílias e empresas portuguesas”. Por isso, o partido liderado por Francisco Rodrigues dos Santos vai apresentar na próxima semana “um conjunto de medidas complementares de apoio à economia, como um contributo para a ação governativa”.

Entre as críticas deixadas pelo CDS-PP está a opção do Governo em escolher, segundo os centristas, “a via do adiamento do pagamento de impostos e de mais endividamento para as empresas, o que nos parece desadequado no momento em que sobretudo as pequenas e médias empresas se encontram paradas a acumular prejuízos”. Não só é “importante”, diz o CDS, “fazer diferente”, como “pode-se fazer melhor” para responder a “tempos muito difíceis do ponto de vista social e económico” que se avizinham.

O partido que era até recentemente liderado por Assunção Cristas considera mesmo “urgente” fazer “um choque de tesouraria para que as empresas não fechem portas” e “apoiar os trabalhadores para não perderem os seus empregos, sobretudo os precários”. Também “urgente” é “prever medidas de apoio aos milhares de profissionais liberais e prestadores de serviços a recibos verdes”.

O CDS-PP alerta ainda para o problema de “empresários que encerram os seus estabelecimentos mas mantêm os encargos e não têm como pagar salários” e considera necessário “reforçar o apoio às IPSS e ao setor social, para que não lhes falte meios para ajudar quem mais precisa, sobretudo os nossos idosos”.