No início da crise originada pelo coronavírus, o CEO da Tesla e da SpaceX, Elon Musk, foi crítico do pânico que alastrava pela sociedade americana. Hoje, com os números de infectados e de mortos a subir, coloca as suas empresas à disposição do Estado americano, propondo-se fabricar ventiladores, que também por lá não existem em quantidade suficiente para impedir que o número de óbitos aumente ainda mais.

Depois da fábrica de Fremont da Tesla, na Califórnia, ter sido obrigada a encerrar portas para proteger a saúde dos trabalhadores, o que coincidiu com a evidência que também os americanos não possuíam a quantidade necessária de ventiladores, Musk colocou à disposição as suas linhas de produção para fabricar ventiladores, fundamentais para garantir a sobrevivência dos doentes em estado mais grave.

Esta disponibilidade da Tesla e da SpaceX, que segundo o CEO avançaria caso se confirmasse a inexistência de equipamentos de ajuda à respiração em quantidades necessárias, foi agarrada com as duas mãos por governantes como Bill de Blasio, o presidente de câmara da cidade de Nova Iorque, a braços com um grande volume de infectados a necessitar de tratamento. Como se pode ver pela troca de tweets entre Blasio e Musk, a conversa entre ambos, para acerto de pormenores, continuará fora do Twitter.

Enquanto isto, também as também americanas GM e Ford estão a analisar a possibilidade de produzir ventiladores, preferindo ambas contactar directamente com a administração Trump.