O aumento percentual de casos confirmados no norte do país foi superior à média nacional pela oitava vez nos últimos nove dias, revela o boletim divulgado este domingo, 19 de abril. O número de mortos na região já ascende a 409 pessoas, mais cerca de uma centena em comparação com todo o resto do país – somado.

Estes são alguns dos principais detalhes do boletim divulgado este domingo pela Direção-Geral de Saúde (DGS), que indicou que o número total de mortos subiu em 27, para 714 vítimas. Sem novidades no campo dos recuperados (os mesmos 610), o boletim destaca o aumento do número de casos confirmados no país para mais de 20 mil.

Eis a análise detalhada do boletim divulgado este domingo, 19 de abril.

Número total de casos, mortes e recuperados

Mais 521 casos de infeção confirmada em Portugal, um aumento diário de quase 2,7% para um total de 20.206 pessoas. O número diário de novos casos – 521 – corresponde quase exatamente à média de confirmações registadas desde o domingo de Páscoa (527).

As 27 novas mortes, nas 24 horas até ao início deste domingo, foram, ainda assim, o registo menos gravoso desde 10 de abril, quando se registaram 26 mortes. O pior dia, a este respeito, continua a ser as 37 vítimas mortais reportadas no dia 3 de abril.

No total, já morreram 714 pessoas com Covid-19 como “evento terminal” da sua morte, isto é, não considerando outras patologias que já existissem. Este é um número total de mortos que, para já, continua acima do número dos casos recuperados (que se manteve em 610).

O número de recuperados mais do que duplicou nos últimos sete dias. Os 610 recuperados registados até este domingo comparam com os 277 do domingo passado.

Caracterização dos óbitos

Houve mais uma morte na faixa etária dos 50 a 59 anos – mais um homem, segundo o boletim deste domingo. Já morreram 20 pessoas nesta faixa etária, a que se somam as 8 com idade entre 40 e 49 anos.

Na conferência de imprensa de sábado, Graça Freitas, diretora-geral de Saúde, indicou que até agora a vítima mortal mais nova tinha 40 anos. A mais velha tinha 102 anos.

As 27 restantes mortes reportadas este sábado dividem-se desta forma: mais uma mulher com 60-69 (65, no total) e mais seis com 70-79 (151, até hoje) e 19 com mais de 80 anos (470 no total).

Morreu mais uma pessoa na zona do Algarve (10, até agora) e outra nos Açores (5, no total). Mais duas mortes em Lisboa e Vale do Tejo (126), sete óbitos no centro e mais 16 no Norte.

Tanto no Alentejo como na Madeira continua a haver zero mortes registadas.

Caracterização do número de casos por região

A julgar pelos dados do mapa global que aparece na primeira página do boletim, atingiu-se os 4.500 casos confirmados na região de Lisboa e Vale do Tejo – mais 62, ou 1,4%.

Mas, tal como acontece no registo de óbitos, a zona Norte voltou – pela oitava vez em nove dias – a registar um aumento percentual superior à média nacional. O número de infeções confirmadas no Norte aumentou em 3,3%, ou 386 pessoas, para 12.148 casos.

Já no centro do país o número de casos aumentou em 2,1% (60 pessoas) para 2.923.

Não houve novos casos registados no Alentejo (mantêm-se 158, no total) e houve apenas mais 4 no Algarve (para 310, até agora). Houve, também, mais dois casos nos Açores (106) e mais seis na Madeira (61).

Número de casos por grupo etário

Está a aproximar-se dos 5.000 casos confirmados nas faixas etárias com mais de 70 anos: 1.921 homens e 2.997 mulheres (dos quais 621 não resistiram).

Estes dois indicadores – os óbitos e o número de confirmações – produzem uma taxa de letalidade de 12,6% nas pessoas infetadas com mais de 70 anos.

Por outro lado, aumentou para 881 o número de infeções em crianças ou jovens com até 19 anos de idade, contra os 836 casos que foram reportados até à véspera. A maior concentração de casos mantém-se entre os 40 e os 59 anos, onde foram confirmados quase 7.000 casos positivos (6.983), quase 34,6% dos 20.206 confirmados no país.

Número de casos internados e nos cuidados intensivos

Mais uma redução no número de pessoas hospitalizadas, menos 10 em comparação com a véspera (1.243). E baixou, também, o número de pessoas internadas em cuidados intensivos – menos quatro: 224 doentes a precisarem de uma assistência médica ainda mais próxima.

Estes 224 doentes comparam com o máximo de 271 pessoas que estavam internadas em cuidados intensivos a 7 de abril.

Número de casos suspeitos, não confirmados, em vigilância e a aguardar resultados

Baixou moderadamente o número de casos de pessoas à espera de resultado laboratorial: eram menos 207 à meia-noite deste domingo do que na véspera, com 4.959 pessoas à espera de conhecer esse resultado positivo ou negativo.

É uma descida de 4% num indicador que tem tido um comportamento cíclico, à medida que se sucedem as semanas deste estado de emergência.

Já foi possível, porém, despistar 162.439 casos suspeitos que não vieram a confirmar-se. Quanto ao número de pessoas sob vigilância, este aumentou, de acordo com o boletim, para 27.947.

Número de casos por concelho

Gaia juntou-se, este fim de semana, a Lisboa e Porto no grupo de concelhos com mais de 1.000 infeções confirmadas: 1.035, mais 30 do que na véspera e quase tantas como as 1.038 de Lisboa e as 1.059 do Porto.

Braga (848), Gondomar (834) e Matosinhos (875) são os concelhos que se seguem, o que reforça a prevalência da propagação do vírus na zona norte do país.

Além destes, existem já sete outros concelhos com mais de 300 de casos positivos: Coimbra (355), Ovar (511), Sintra (493), Valongo (585), Maia (744), Santa Maria da Feira (338) e Guimarães (398).

Caracterização dos casos confirmados por sintomas

A tosse continua a ser o principal sintoma. Os sintomas apresentados entre os casos de testes positivos (com informação respeitante a 84% dos casos) mantêm-se quase inalterados em relação aos últimos dias, com uma preponderância maior de tosse (52%) e febre (38%), seguidas de dores musculares (27%) e cefaleia (25%). Fraqueza generalizada (21%) e dificuldades respiratórias (16%) são os sintomas com menor taxa de incidência.

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