A Europol alerta para a maior exposição das crianças e jovens durante a pandemia aos crimes sexuais praticados através da internet. O serviço europeu de polícia desmantelou, em março, duas redes dedicadas à exploração sexual de crianças e a APAV e a PJ portuguesa confirmam esta tendência para o “aumento significativo de tentativas de contactos com menores nas redes sociais”, escreve esta terça-feira o Jornal de Notícias.

Segundo o diário, a APAV nota um “maior número de contactos para a linha Internet Segura”, onde são denunciados este tipo de crimes, e a Polícia Judiciária também nota “um crescimento de queixas relativas a conteúdos virtuais ilegais, entre os quais pornografia de menores” ainda que, segundo os especialistas, haja ainda “uma maioria de crimes sexuais com menores” que está escondida uma vez que os portugueses têm estado em isolamento domiciliário.

O teletrabalho e a diminuição do tempo disponível para supervisionar as crianças enquanto utilizam a internet está a deixá-las mais expostas aos ricos. Num relatório conhecido no início de abril, a diretora-exectiva da Europol, Catherine De Bolle já se tinha mostrado “muito preocupada” com o aumento no número de casos de abuso sexual infantil online.

Criminalidade em tempo de Covid-19. Europol alerta para aumento do cibercrime, fraudes e contrafação

Segundo o coordenador da Linha Internet Segura, Ricardo Estrela, avançou ao JN em abril o número de contactos para a linha foi superior ao mês de março, quando se registaram 40 denúncias de pornografia infantil, sete de chantagem por motivos sexuais e três de aliciamento de menores para fins sexuais.