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Os portugueses gastaram quase mil milhões de euros em apostas feitas em casinos virtuais entre janeiro e março deste ano, conta esta quinta-feira o Jornal de Notícias. De acordo com as contas do Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos (SRIJ), é um investimento 58% superior ao que foi feito no mesmo período em 2019.

No primeiro trimestre de 2020, o SRIJ contabilizou um investimento de 961 milhões de euros em jogos de azar virtuais, mais 352 milhões do que no mesmo período do ano passado. A receita dos casos virtuais legalizados aumentou de 47 milhões para 70 milhões, um crescimento de 47%, o que resultou também num acréscimo de 6 milhões de euros aos impostos recolhidos pelo Estado — de 15 para 21 milhões.

De acordo com o Jornal de Notícias, a subida no valor investidos em jogos de fortuna também é o efeito da entrada de três entidades deste tipo de atividades nos registos legais online, que são agora 12. O confinamento imposto pelo estado de emergência por causa da pandemia de Covid-19 também pode ter exercido alguma influência nos números, mas a análise não é conclusiva: dos 91 dias analisados, apenas 15 estavam introduzidos nesse período excecional.

Pedro Hubert, diretor do Instituto do Apoio ao Jogador, explicou ao Jornal de Notícias que estes “são dados que só vamos conhecer melhor no próximo trimestre, pois é possível e é provável que haja uma migração das apostas desportivas para o jogo de fortuna e azar”. O psicólogo alerta que a maior preocupação continua a ser os casinos e casas de apostas ilegais porque “não há qualquer proteção ao jogador, o que é, de facto, perigoso”.

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