O G20 prometeu na quinta-feira evitar impor barreiras comerciais “desnecessárias” aos produtos de primeira necessidade, como os alimentos, durante a pandemia de Covid-19, após um alerta de várias instituições contra a tentação de tomar medidas protecionistas.

A pandemia levou à desestabilização da economia e do comércio mundial, aumentando o medo de uma recessão sem precedentes desde a “Grande Depressão” da década de 1930. Segundo a Organização Mundial do Comércio (OMC), o comércio mundial deve registar “declínios de dois dígitos” em volume em quase todas as regiões do mundo por causa da pandemia.

Os ministros do Comércio e Investimentos do G20 — que inclui as 19 nações mais industrializados mais a União Europeia – concordaram que as restrições aos cuidados médicos vitais e outros bens de primeira necessidade devem, se necessário, ser “proporcionais, transparentes e temporárias” e não devem criar “barreiras desnecessárias” no comércio ou uma rutura nas cadeias de abastecimento “.

No final de uma reunião “online” organizada pela Arábia Saudita, que exerce a presidência rotativa do grupo, os ministros também prometeram “abster-se de introduzir restrições à exportação de produtos agrícolas” e evitar “armazenamento desnecessário de alimentos”.

No mês passado, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a OMC manifestaram preocupação com as interrupções nas cadeias de abastecimento devido a restrições de exportação que limitam o comércio de produtos médicos e bens alimentares essenciais.

As duas instituições pediram aos governos que se abstenham de impor tais restrições, dizendo que a longo prazo isso poderia prolongar e piorar a crise económica e de saúde, “com os efeitos mais graves nos países mais pobres e vulneráveis “.

Os membros do G20 são Estados Unidos, Rússia, China, França, Alemanha, Reino Unido, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Coreia do Sul, África do Sul, Turquia, Arábia Saudita e União Europeia.