Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Muitos números, um alerta e uma quase promessa. Assim ficou marcada a audição regimental da ministra da Saúde que esta quarta-feira, na Assembleia da República, acabou a fazer um balanço dos últimos meses da pandemia. Entre o copo meio cheio e o meio vazio, Marta Temido anunciou que em quatro meses, o reforço de recursos humanos no Serviço Nacional de Saúde custou 100 milhões de euros aos cofres de Estado. E foram esses mesmos valores que levaram a governante a deixar uma quase promessa no ar — “não está posta de lado” a hipótese de estes reforços serem integrados de forma definitiva no SNS.

Por outro lado, a ministra da Saúde mostrou-se “muito preocupada” com os atos médicos que ficaram por fazer. Entre consultas em hospitais e centros de saúde, foram mais de 1,3 milhões que não se realizaram. Ainda olhando para dentro dos hospitais, revelou que 3.259 profissionais de saúde foram contagiados com o SARS-CoV-2, embora frisando que a maioria o tenha sido em contexto familiar ou social. Mais tarde, numa resposta a um deputado do PSD, ficou o alerta: “Poderemos ter de enfrentar um reconfinamento” e para evitá-lo o “mais importante são as respostas individuais”.

Internamentos tanto em UCI como gerais descem para os números mais baixos desde o final de março

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.