A cidade de Lisboa vai mesmo ter um Museu da Descoberta e o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, conta que no atual mandato, que termina em 2021, já sejam dados “passos muito significativos para a sua concretização”. Mas aqueles que temem que os Descobrimentos sejam vistos museologicamente apenas pelo que tiveram de positivo não precisam de se preocupar: o museu vai espelhar “o processo histórico em todas as suas vertentes” e “em todas as dimensões positivas e negativas”, não escondendo “a questão da escravatura”.

A garantia é dada pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa em entrevista ao Diário de Notícias. O autarca refere ainda que haverá “um memorial dedicado à escravatura”, sem “nenhum complexo”. E vinca que “é importante ter o Museu da Descoberta de forma a relatar essa história do ponto de vista multidimensional e de futuro”.

Ainda na entrevista, Fernando Medina fala da proibição de ajuntamentos para festejar os Santos Populares em Lisboa este ano, devido à Covid-19: “Tomámos um conjunto de medidas em articulação com o Governo e outras de responsabilidade da Câmara para evitar aglomerações e um funcionamento festivo que, infelizmente, não é possível assegurar aos lisboetas este ano em segurança” este ano.

Já sobre o futuro da cidade pós-pandemia, Medina diz acreditar que Lisboa será “mais sustentável, mais centrada sobre a saúde das pessoas” e terá “melhor qualidade de vida” daqui a um ano. Apontando a mira já a longo prazo, assume que há um futuro para a cidade que não poderá ser semelhante ao passado recente: “Temos a consciência de que não podemos voltar aos níveis de poluição e de congestionamento que tínhamos antes da pandemia”.

Já o turismo – uma das grandes fontes de rendimento da cidade e um dos setores mais afetados pela pandemia – deve demorar a arrancar novamente, acredita o político do PS: “O turismo demorará o seu tempo e contamos fazer uma recuperação gradual, mas não espero que seja muito rápida nem no prazo de poucos meses para se voltar à situação de pré-pandemia”.

“Neste ano acho que terá um aumento gradual, espero que relativamente ao próximo já possamos ter sinais mais fortes”, disse.