Foram detidos 14 funcionários da Autoridade Tributária por suspeitas de se apropriarem de objetos e mercadorias de passageiros no Aeroporto de Lisboa. A investigação levada a cabo pela PSP estima que “centenas de objetos” como relógios, perfumes, computadores e telemóveis terão sido roubados, detalha esta força de segurança em comunicado.

Os objetos em causa foram encontrados nas casas dos suspeitos, na sequência de uma operação de busca de detenção levada a cabo ao longo da manhã desta segunda-feira. Além destes, foram apreendidas armas de fogo. Em causa, estão dezenas de crimes de peculato e de falsificação de documentos.

A investigação que dura há um ano permitiu concluir que estes suspeitos se apropriavam de “objetos e mercadorias que os mesmos tinham acesso no âmbito da sua atividade profissional” e que “escapando ao controlo e supervisão, passavam a integrar as suas esferas patrimoniais”, segundo explica a PSP em comunicado. Outros 13 suspeitos foram constituídos. Isto significa que 27 pessoas da estavam envolvidas nesta rede.

Foi exatamente esse o número de de buscas domiciliárias levadas a cabo esta manhã pela Divisão de Investigação Criminal do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, sob a coordenação do DIAP Regional de Lisboa. A operação de investigação foi realizadas nos distritos de Lisboa, Porto, Santarém, Setúbal e Região Autónoma dos Açores. Foram ainda feitas dezenas de outras buscas não domiciliárias nos locais de trabalho dos suspeitos.

Além dos objetos supostamente roubados, foram apreendidos “diversos aparelhos eletrónicos suspeitos de conter elementos de informação importantes para a investigação”, três armas de fogo (dois revólveres de calibre .22 e .38 e 1 pistola de calibre 6.35 mm) e uma pistola de ar comprimido.

Um dos suspeitos foi detido esta segunda-feira em flagrante delito por posse de arma proibida pelo que “será notificado para julgamento sumário na comarca da Amadora”. Já os restantes serão presentes a um juiz no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa esta terça-feira, a fim de serem sujeitos às devidas medidas de coação.