O número de óbitos na sequência do surto num lar em Reguengos de Monsaraz tem aumentado de dia para dia, mas as autoridades de saúde rejeitam a hipótese de criar uma cerca sanitária na região. As imagens de combate à Covid-19 que chegaram de vários países e que colocaram Ovar também na lista de localidades que ficaram isoladas para tentar quebrar a transmissão do novo coronavírus não deverão repetir-se nos próximos meses. A estratégia agora é outra: um “ataque” à escala micro e não macro, diretamente nas correntes de transmissão ativas e não em toda a região onde os novos casos são identificados, revelou a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, na conferência de imprensa desta quarta-feira.

A diretora-geral da Sáude falou inclusivamente na intervenção em “prédios ou ruas” específicos, onde os surtos são identificados por oposição àquilo a que se assistiu nos primeiros meses do ano e que copiava o que era feito “noutros séculos”.

Também da conferência de imprensa desta quarta-feira saiu a confirmação da existência de um surto no hospital de São José, em Lisboa. Segundo Graça Freitas o “foco” foi detetado e, em consequ~encia todos os “doentes e profissionais de saúde” serão testados.

Ainda que não tenha adiantado números em relação à quantidade de pessoas — doentes e profissionais de saúde — que serão testadas na sequência da identificação de casos positivos da Covid-19, Graça Freitas confirmou que serão realizados testes e que a unidade de saúde está já a separar os casos positivos identificados dos restantes doentes.

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.