Equipas mistas da Câmara de Lisboa e da área da saúde começaram esta quarta-feira a fazer vistorias em todas as escolas da cidade para assegurar o cumprimento das normas da Direção-Geral da Saúde e do Ministério devido à pandemia de Covid-19.

Foram articulados diversos departamentos da Câmara Municipal de Lisboa e também da área da saúde para assegurar este cumprimento de normas e estão a ser realizadas visitas e vistorias a todas as escolas do 2.º e 3.º ciclos e ensino secundário, a exemplo do que já tinha sido feito a todos os jardins de infância e escolas do primeiro ciclo”, disse esta quarta-feira o vereador responsável pelo pelouro da Educação da autarquia, Manuel Grilo, durante uma reunião do executivo camarário.

Salientando que, no âmbito das competências da Câmara de Lisboa, o início do ano letivo “está a ser preparado com todo o cuidado”, tendo em consideração da normas da Direção-Geral da Saúde e do Ministério da Educação, Manuel Grilo adiantou que as equipas mistas que vão realizar as vistorias integram elementos dos serviços municipais de proteção civil, da direção municipal de manutenção e conservação, do departamento da educação, da área da saúde e do INEM.

As vistorias, acrescentou, têm como objetivo a verificação do cumprimento dos planos de contingência, a retificação de quaisquer irregularidades, como salas de isolamento em locais errados, e o mau funcionamento de equipamento essencial.

Paralelamente será feito um levantamento e correção de “pequenos problemas”, como torneiras que funcionem mal, exemplificou o vereador do BE, partido que tem um acordo de governação da cidade com o PS.

As vistorias começaram hoje e prolongar-se-ão durante todo o mês de agosto de forma a garantir que em setembro tudo estará a postos”, referiu.

Relativamente ao funcionamento dos refeitórios escolares, Manuel Grilo admitiu que as normas que foram definidas são “particularmente exigentes” e que esses equipamentos “dificilmente poderão funcionar tal qual funcionaram em anos anteriores”.

Teremos de encontrar alternativas ao modelo atual, todas as escolas têm realidades diferentes, têm áreas diferentes no refeitório, têm áreas diferentes noutros espaços”, argumentou, adiantando que a autarquia está a avaliar com cada agrupamento de escolas e com cada Junta de Freguesia “as formas possíveis para que todas as crianças almocem respeitando integralmente as normas imperativas da Direção-Geral da Saúde”, nomeadamente relativamente ao distanciamento físico ou ao facto de as crianças não poderem estar sentadas frente a frente.

“Isto levanta problemas complexos de ultrapassar em algumas escolas e, provavelmente, em algumas escolas terão que ser mobilizados outros espaços alternativos que não o próprio refeitório”, reconheceu.

O vereador responsável pelo pelouro da Educação admitiu ainda que a maior preocupação é o funcionamentos das escolas do pré-escolar e do primeiro ciclo, já que nos outros graus de ensino está previsto que todos os alunos usem máscaras.

Há uma segurança adicional que no primeiro ciclo e nos Jardins de Infância não é possível”, sustentou, defendendo que a criação de um “sistema de bolha” em que as turmas não se misturem quer nas entradas e saídas da escola, quer nos intervalos, poderá ser uma forma de prevenir contágios.