O Conselho de Administração da Media Capital considerou esta sexta-feira que a proposta de compra apresentada pela Cofina deve ser rejeitada pelos acionistas devido à baixa avaliação da empresa e ao diminuto prémio implícito na proposta.

“O Conselho de Administração da Media Capital considera que o preço oferecido não reflete adequadamente o valor da sociedade e que o prémio implícito na oferta é baixo considerando a prática seguida no mercado nas situações onde existiu aquisição de controlo”, lê-se no final do relatório hoje disponibilizado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

“Portanto, o Conselho de Administração não pode recomendar que os acionistas vendam as suas ações ao preço oferecido”, acrescenta-se no texto, que aponta também que existe falta de informação sobre a estratégia para a empresa.

A Cofina, dona do Correio da Manhã, anunciou em 12 de agosto o lançamento de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a totalidade do capital da Media Capital, dona da TVI, alterando a oferta de 21 de setembro do ano passado, sendo o valor de referência proposto de 0,415 euros por ação, a que corresponde um montante total de 35 milhões de euros e considera um ‘entreprise value’ de cerca de 130 milhões de euros.

A compra da Media Capital pela Cofina “integra-se na estratégia de consolidação dos media no plano global, mantendo-se no essencial a atividade destas sociedades e das sociedades que com estes estejam em relação de domínio ou grupo, permitindo potenciar o investimento na expansão digital, o lançamento de serviços inovadores e a promoção e desenvolvimento de conteúdos produzidos em Portugal, mantendo-se a Media Capital como um ativo com identidade portuguesa”, referiu a dona do Correio da Manhã, no comunicado de anúncio preliminar da OPA.

A Media Capital é detida em 64,47% pela Vertix SGPS (Prisa), tendo a Pluris Investments, do empresário Mário Ferreira, 30,22%. O NCG Banco tem 5,05%, sendo que o capital disperso em bolsa (‘free-float’) é de 0,26%.