A poucas semanas do Dia das Bruxas, o Halloween, no Reino Unido os pais estão a debater se (e como) a tradição deve (ou não) ser cumprida este ano, num contexto de pandemia. O tema é destaque no Mumsnet, um fórum onde muitos pais admitem a hipótese de a festa vir a ser cancelada. Segundo o jornal The Guardian, há pais que defendem que esta festividade deveria ser celebrada porque “as crianças já viram a Páscoa ser cancelada” e que ” não é justo que o Halloween também não aconteça”. Outros – a maioria – mostram receio de que a tradição possa aumentar os contágios.

Caso a tradição seja cancelada, o fim dos “doces ou travessuras” também é uma má notícia para os comerciantes, que veem os seus negócios faturarem nesta altura graças ao Halloween. No ano passado, os britânicos gastaram mais de 400 milhões de libras (439 milhões) nestas festividades.

Os mais velhos alertam para os riscos em tempos de pandemia. Caroline Abrahams, diretora da Age UK, disse ao East Anglian Daily Times que muitas das pessoas mais velhas demonstram preocupação em retornar a qualquer tipo de normalidade, o “que inclui abrir a porta para dar doces nesta altura”.

No entanto, se forem seguidas as diretrizes do governo, defendem alguns, é possível ter um Halloween seguro. Para tal, ao bater à porta, a criança deve dar um passo atrás de modo a manter a distância de segurança de dois metros. Em relação aos doces, todos devem ter a preocupação de lavar as mãos antes e depois de comer ou manusear as guloseimas.

Nos EUA, em Los Angeles, já houve orientações dadas para celebrar o Halloween. O departamento de saúde pública chegou a proibir a tradição de porta a porta, uma decisão em relação à qual viria a recuar devido à reação negativa da população. As autoridades recomendaram que esta festividade seja suspensa, uma vez que “não é sensata durante uma pandemia”.