Frederico Varandas já tinha criticado de forma aberta as arbitragens. De viva voz, na zona mista, como aconteceu após a última meia-final da Taça da Liga frente ao Sp. Braga. Por comunicado, divulgado pelo clube, como ocorreu após o nulo em Moreira de Cónegos no último Campeonato. Esta noite, e pela primeira vez, o presidente leonino foi à sala de imprensa Artur Agostinho para uma declaração de alguns minutos, sem perguntas pelo meio, onde visou não só a atuação de Luís Godinho e Tiago Martins (VAR) mas também as arbitragens em geral, o líder do Conselho de Arbitragem e também os poderes instalados no futebol nacional “a quem se presta vassalagem”.

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“Hoje o Sporting está triste porque perdeu dois pontos. Acho que o futebol português também está triste porque teima em não mudar. Já vi o lance várias vezes e só faço uma pergunta: este mesmo lance, este possível penálti, sabem quando é que era revertido no Estádio do Dragão ou na Luz? Nunca, nunca!”, começou por frisar o número 1 do Sporting, antes de recuperar outros lances mal analisados ou revertidos pelo vídeo-árbitro.

“O árbitro vê um empurrão nas costas e assinala penálti. Depois o VAR analisa se há intensidade, se é dentro ou fora da área, é o costume… O VAR só deve analisar um erro clamoroso. Se para mim é penálti? É. O jogador leva um encosto no ar, para mim é penálti. Foi marcado em Alvalade, é revertido. Mas também vi em Tondela o Doumbia ser pisado, o árbitro bem a mostrar o vermelho, o VAR a chamar, o árbitro a reverter em amarelo. Também vi um penálti claríssimo em Moreira de Cónegos que o mesmo VAR de hoje não viu. O VAR chamou o árbitro, viu mas o árbitro continuou a achar que não era penálti”, apontou Varandas.

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“São estas coisas que acontecem no futebol português mas sobretudo ao Sporting. O mesmo VAR não vê o vermelho direto ao Zaidu, qual é a dúvida? É por isso que acho que o futebol português devia estar triste. Infelizmente, em Portugal, para triunfar só por mérito é muito difícil. No futebol ainda mais. Não interessa se a pessoa foi apanhada em escutas, se tem processos judiciais, interessa é se tem poder, se ganhou e aí todos prestam vassalagem”, apontou, antes de garantir que os leões irão continuar na luta pelos seus objetivos.

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“O Sporting dá todo o apoio ao presidente da arbitragem mas já disse isto três vezes: se os soldados não prestam, encostam-se. E se virmos bem, há um denominador comum muitas vezes. Há valores dos quais o Sporting não abdica. Não vamos fazer o que se fazia, não vamos jogar sujo. Mas se tivermos de gritar, vamos gritar bem alto. Custe o que custar, vamos vencer pela nossa maneira”, concluiu o presidente verde e branco.