A família real da Holanda cancelou o resto das férias na Grécia e regressou aos Países Baixos depois de várias críticas. As férias caíram mal, sobretudo, por se estar a viver um confinamento parcial no país. Os reis não violaram as orientações sobre viagens, mas irem de férias para um paraíso grego quando os casos na Holanda estão a aumentar foi algo mal visto pela população e por diversos membros do parlamento.

Que não restem dúvidas: para vencer a Covid-19 é preciso seguir as orientações. A discussão causada pelas nossa férias não contribui para isso”, lê-se num comunicado do casal.

Este regresso deu-se no sábado, apenas um dia após a partida do rei Willem-Alexander e da rainha Maxima, refere o jornal britânico The Telegraph. Mas não é a primeira vez que os reis são criticados durante a pandemia: em agosto, também na Grécia, foram vistos a quebrar as regras de distanciamento social na ilha de Milos, refere a CNN.

O primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, também reconheceu o erro numa carta que escreveu ao parlamento visto saber dos planos do rei e da rainha para viajar, noticiou a Insider. Rutte admitiu que fez a avaliação errada ao permitir a viagem da família real e só tarde demais percebeu que estas férias “não eram conciliáveis com o aumento das infeções e a imposição de medidas mais rígidas”.

Numa tentativa de conter a disseminação do vírus no país, a Holanda encerrou os bares e restaurantes na quarta-feira e assim ficarão pelo menos durante quatro semanas, noticia a agência Associated Press. Em relação às viagens não existem restrições, mas o governo recomenda que não se façam viagens que não sejam necessárias.

Bélgica. Médico sem máscara infeta pelo menos 100 doentes

A Holanda, que nunca ultrapassou os 1.500 novos casos diários durante a primeira fase da pandemia, tem assistido a um aumento das infeções desde meados de setembro. Esta sexta-feira bateu o recorde de infeções com quase 8.00 novos casos registados. Num acumulado de 14 dias, a Holanda é o terceiro país com mais casos (553 por 100 mil habitantes), a seguir à Bélgica (828) e República Checa (905), segundo os dados do Centro Europeu para a Prevenção e Controlo das Doenças.