A líder parlamentar do PS marcou uma conferência para o início da tarde para responder a Catarina Martins e acusar a bloquista de “inventar” uma nova polémica. Em causa está um momento da entrevista à Rádio Observador em que a coordenadora do Bloco de Esquerda diz que não há que entrar em crise política, nem governar em duodécimos se a atual proposta do Governo chumbar no Parlamento. Basta “apresentar outro” Orçamento, sugeriu a bloquista. “Uma irresponsabilidade”, atacou Ana Catarina Martins a partir do Parlamento.

A meio de nova ronda negocial em São Bento, com o Governo, a esquerda e o PAN a tentarem acordo para viabilizar o OE, este é mais um momento de tensão entre o PS e o Bloco de Esquerda. Ana Catarina Mendes veio acusar Catarina Martins de “inventar à ultima da hora a vontade de encontrar um novo Orçamento”.

É irrealista, impossível e causa-nos estranheza a posição da coordenadora do Bloco de Esquerda. Uma irresponsabilidade”.

Esta ideia, disse ainda a presidente da bancada parlamentar do PS, surge “como se a proposta de Orçamento não decorresse de meses e meses de negociação”. Ana Catarina Mendes argumentou ainda que, no essencial, as reivindicações do Bloco constam da proposta do Orçamento.

“A primeira era o SNS reforçado, e está. A segunda era responder a todos os que ficaram sem proteção social… e isso ganhou corpo no Orçamento para 2021” e quanto ao Novo Banco “ficou definido que o Fundo de Resolução não tem dinheiro público”, elencou. “Estão consagradas no Orçamento.”

Por fim, Ana Catarina Mendes deixou um “apelo ao Bloco de Esquerda. Estamos a horas de voltar a negociações. A partir do momento em que a proposta é entregue, há o período de especialidade e está aberta a negociações”. E saudou que o parceiro tenha mudado de posição sobre uma solução do país governado em duodécimos, citando uma entrevista de José Manuel Pureza ao Observador.

Questionada pelos jornalistas, a líder parlamentar do PS disse ainda que o ministro das Finanças João Leão estará na próxima quinta-feira à tarde no Parlamento para apresentar o Orçamento à bancada socialista.