Duzentos e setenta e sete migrantes magrebinos desembarcaram esta quarta-feira de manhã no cais de Arguineguín, no sul da Gran Canária, Espanha, depois de terem sido resgatados de 13 embarcações por equipas de salvamento.

Às 00h50, o Guardamar Polimnia chegou a Arguineguín com 208 imigrantes magrebinos, incluindo cinco menores e três mulheres, que tinham sido resgatados a 10 milhas a sul da Gran Canária em oito embarcações em que viajavam, encontrando-se todos bem de saúde.

Posteriormente, foram assistidos migrantes magrebinos de outras três embarcações, compostas por 26, 15 e 28 homens, respetivamente. Na terça-feira à noite, mais 1.052 imigrantes esperavam ser reencaminhados para locais de acolhimento.

O número de chegadas em 24 horas é um dos mais elevados desde o início do ano, marcado pelo aumento das travessias de África nesta rota marítima particularmente perigosa.

As Canárias tornaram-se mais uma vez uma porta de entrada para a Europa, como já tinha ocorrido entre 2006 a 2008.

Nesta rota, pelo menos 239 migrantes morreram entre 1 de janeiro e 19 de agosto, mais do que os 210 mortos em 2019 e bem além dos 43 em 2018, de acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

A rota da África Ocidental em direção às Ilhas Canárias é conhecida por ser extremamente perigosa, mas nos últimos tempos tem atraído cada vez mais migrantes que desejam chegar ao território europeu.

A pressão exercida pelos países abrangidos pelas rotas migratórias do Mediterrâneo, nomeadamente com o bloqueio de embarcações, também tem contribuído para o aumento do fluxo nesta via. Cerca de quatro mil migrantes chegaram ao arquipélago espanhol das Canárias desde janeiro, um aumento de 550% face a 2019, estima a Organização Internacional para as Migrações (OIM).