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O Top 30 das startups de tecnologia financeira (fintech) portuguesas soma, num todo, mais de 275 milhões de euros de investimento. Esta é uma das conclusões que constam do Portugal Fintech Report 2020, o relatório sobre o ecossistema fintech que foi apresentado na manhã desta quinta-feira pela Associação Portugal Fintech.

Aquelas que atuam nas áreas de Pagamentos e transferências, “Seguros” e “Criptomoeda” foram as que reuniram mais financiamento, segundo o mesmo relatório. Em média, 30% deste capital veio de investidores internacionais e 43% destas startups estão ainda numa fase muito inicial, de investimento seed.

Só no primeiro semestre deste ano, o universo geral das startups portuguesas captou mais de 132 milhões de euros em cerca de 25 rondas de investimento.

“O ecossistema está a crescer e a prova disso são não só as empresas que estão a destacar-se pelos seus resultados e no número de colaborações com players maduros, mas também pela qualidade de novas fintechs a nascer em Portugal e pelas internacionais que já olham para o nosso país como hub fintech onde querem estar”, explica João Freire de Andrade, fundador da Portugal Fintech.

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Quando questionados sobre quais são os maiores obstáculos que estes fundadores encontram quando vão à procura de investimento, 54% referiu a capacidade para conseguirem escalar internacionalmente, 38% apontou o país em que se localizam as sedes das suas empresas e 8% acrescentou o talento como uma barreira.

Já em relação aos traços positivos apontados pelos investidores, 31% sinaliza o mercado, 29% diz ser o talento e 27% referiu a capacidade de execução.

Mais de metade das startups financeiras portuguesas (54%) estão sediadas em Lisboa, 18% está no Porto, 16% em Braga, 19% está noutros países europeus e 5% está nos EUA. A grande maioria (69) emprega até 20 pessoas.

“Hoje, mais do que nunca, devido à atual situação pandémica, a indústria está a abraçar o mundo digital e, portanto, acreditamos que a colaboração é a chave para levar o setor mais além. Numa altura em que as principais empresas do setor estão a reconhecer os novos métodos de pagamento como parte crucial na sua oferta, é importante que tenhamos a capacidade de continuar a adaptar-nos a este constante ambiente em transformação e ao desenvolvimento do setor”, refere Jana Lvova, responsável pelo departamento de tecnologia financeira da VISA, uma das empresas parceiras do relatório.

No Top 30 das fintech portuguesas encontram-se nomes como a Seedrs, a Drivit, a Keep Warranty, a Lovys, a Jscrambler, a Loqr, a Ydata, a DoutorFinanças, a Raize, a StudentFinance ou aGoParity. A Portugal Fintech destacou ainda sete fintechs nacionais emergentes: a Swood, a Lifin, a P4LPRO, a Finlayer, a Codinglibra, a ImpactMaket e a Revault.