Punta Mita foi a primeira comunidade de luxo da América Latina. É uma península privada com hotéis e residências que não estão ao alcance de todos, numa das costas mais protegidas do Pacífico. Há 20 anos, era uma pequena vila de pescadores. Hoje, é o lugar escolhido pelos mais ricos para passar o confinamento, um refúgio da pandemia. Na penísula existe um hotel Four Seasons e outro St. Regis, além de 54 vilas agrupadas em 16 comunidades residenciais exclusivas.

Este ano, os grandes campos de golfe desenhados em 2005 por Jack Nicklaus, golfista norte-americano, estiveram mais ativos do que nunca. Em tempos de pandemia de Covid-19, muitos norte-americanos procuram em Punta Mita um destino onde podem desfrutar do programa de atividades de lazer e ao ar livre num local seguro, onde é possível manter o distanciamento social. O hospital privado do complexo turístico é considerado um dos melhores serviços de saúde no México.

Miguel Peregrina conta que o destino foi escolhido por um doente de esclerose múltipla para continuar o tratamento. O diretor de relações públicas do Four Season de Punta Mita conta ao El País que as portas do hotel se mantiveram abertas durante os piores momentos da primeira vaga e acrescenta que o tempo médio de estadas passou de nove para mais de 23 dias.

A península integra também um programa direcionado aos filhos dos residentes, o Schoolcations. O programa é coordenado por uma pedagoga que vive no complexo há 10 anos. Segue uma filosofia holística de Rudolf Steiner e os 30 alunos desfrutam de variadas atividades ao ar livre com muita interação, mas cumprindo as normas que as circunstâncias exigem.

Os residentes célebres são comuns em Punta Mita. Chrissy Teigen e o marido John Legend alugaram em julho a Villa Tesoro, um complexo de sete suítes que custa 8.500 dólares por noite. Foi nesta península que Kim Kardashian e Kanye Westa passaram a lua-de-mel.