A maioria dos destinos globais (70%) reduziu as limitações de viagem, introduzidas face à pandemia de Covid-19, enquanto um em cada quatro ainda mantém as fronteiras fechadas para turistas internacionais, segundo um relatório da Organização Mundial do Turismo.

“O número de destinos fechados ao turismo internacional continua a diminuir. De acordo com a oitava edição do relatório da OMT [Organização Mundial do Turismo] sobre as restrições de viagem, 70% dos destinos globais abrandaram as restrições de viagem introduzidas em resposta à pandemia de Covid-19”, indicou, em comunicado, a organização.

No sentido contrário, um em cada quatro destinos mantém as fronteiras completamente fechadas para os turistas internacionais.

A partir de 1 de novembro, 152 destinos reduziram as limitações ao turismo internacional, acima dos 115 registados no primeiro dia de setembro.

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Por outro lado, 59 mantiveram as fronteiras encerradas, menos 34 do que em setembro.

“O levantamento das restrições às viagens é essencial para impulsionar uma recuperação mais ampla do impacto social e económico da pandemia”, afirmou, citado no mesmo documento, o secretário-geral da OMT, Zurab Pololikashvili.

O estudo revelou ainda que os destinos que apresentam melhores resultados ao nível da saúde, higiene e desempenho ambiental estão entre os que abrandaram, mais rapidamente, as restrições.

Por região, a Europa continua a liderar no que se refere ao levantamento ou redução das limitações de viagens, seguida pela América, África e Médio Oriente.

A Ásia e o Pacífico continuam a ser as regiões onde as restrições foram menos suavizadas, bem como as que apresentam um encerramento de fronteiras “mais completos”.

O relatório da OMT sobre as restrições de viagens engloba 217 destinos em todo o mundo.

A pandemia de Covid-19 provocou pelo menos 1.482.240 mortos resultantes de mais de 63,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal morreram 4.645 pessoas dos 303.846 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.